Este Blog é destinado a compilar ideias, pensamentos e notícias que ajudem a se saber mais a respeito da Marinha do Brasil, por iniciativa da Sociedade Amigos da Marinha, no Amapá. A Soamar-AP é composta por personalidades agraciadas com a Medalha "Amigo da Marinha", além do corpo de oficiais da ativa, da reserva e de seus sócios Beneméritos e Honorários.

Segurança da Navegação

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Juiz manda normalizar travessia de balsas para Mazagão

Juiz manda normalizar travessia de balsas para Mazagão
O juiz Saloé Ferreira da Silva, da Vara Única da Comarca de Mazagão, determinou que o estado do Amapá, a Apollo Serviços & Comércio e Patrícia Maciel Castro restabeleçam, no prazo de 24 horas, de forma initerrupta, o serviço de travessia do rio Matapi, por meio da operação de, no mínimo duas balsas, e com três balsas nos horários de maior fluxo de veículo e passageiros.
O descumprimento da decisão implicará no pagamento de multa no valor de R$ 1 mil, por hora de descumprimento, em relação ao estado do Amapá e Apollo Serviços & comércio, e de R$ 300, por hora de atraso, em relação à Patrícia Maciel Castro.
A decisão do juiz foi tomada no julgamento da Ação Civil Pública para Imposição de Obrigação de Fazer interposta pelo Ministério Público do Amapá em desfavor do estado do Amapá, da Apollo Serviços & Comércio e Patrícia Maciel Castro, em razão dos serviços prestados de operacionalização de transportes/travessias fluvial pelo rio Matapi.
O MP alegou que fora instaurado procedimento administrativo na Promotoria de Justiça de Mazagão, visando apurar as frequentes paralisações ocorridas na travessia, que vem gerando grandes transtornos à população em geral, principalmente aos mazaganenses, que necessitam do serviço tido como essencial, pois é praticamente a única via de acesso aos municípios de Macapá e Santana.
O serviço é prestado pela empresa Apollo Serviços & Comércio, de propriedade de Patrícia Maciel Castro, mediante celebração de contrato como estado do Amapá. De acordo com o que consta do processo, os serviços estão comprometidos pela falta de repasse de valores do estado à empresa.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Volta do Navio Patrulha Amapá é registrada por colunista do Diário do Amapá



Patrulha
Depois de uma ampla reforma, o Navio Patrulha Amapá (foto), que compõe a Esquadra da Marinha do Brasil, volta a patrulhar os rios da Amazônia. E com resultados práticos como a apreensão de apetrechos e outros instrumentos que maus elementos usavam em delitos ambientais.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Setrap transfere navio “Comandante Sólon” para atracadouro no rio Matapi

A embarcação, que estava atracada em uma área de praticagem no distrito da Fazendinha, deverá passar por outros serviços de manutenção na estrutura interna e externa.
Em janeiro, a equipe técnica da Setrap já havia realizado a manutenção nos motores do navio e no sistema de navegação. De acordo com o secretário Jorge Amanajás, com a mudança de local, o processo de recuperação da embarcação será agilizado.
“Ele [o navio] está desde o fim de semana no novo local. É na mesma área em que se localizam as balsas que se deslocam para Mazagão. A Setrap possui servidores nesse ponto que podem prestar esses serviços”, disse o secretário.
Segundo Amanajás, o governo do estado do Amapá já iniciou as tratativas para buscar uma destinação para o Comandante Solon. “Nós reunimos com o comandante da Marinha para discutir a possibilidade do navio ser transformado em um hospital para atender as regiões ribeirinhas do nosso estado. Caso não seja possível essa alternativa, iremos fazer uma licitação da embarcação para o uso privado”, frisou.
O navio Solon tem mais de três décadas de existência e é patrimônio do GEA. A embarcação ficou por nove anos (entre 2003 e 2012) no poder da empresa de navegação Bom Jesus de forma irregular, sem que esta pagasse aluguel referente ao uso da embarcação.
O navio voltou ao poder do estado após uma ação de reintegração de posse, ingressada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), mas desde esse período nenhum posicionamento foi tomado para definir o futuro da embarcação.
Com 64 metros de comprimento e 12 metros de largura, o navio tinha capacidade para transportar 955 passageiros, mas, devido uma intervenção da empresa de navegação Bom Jesus na estrutura do mesmo, este número reduziu para 555 passageiros.


Governo diz que concluiu etapa de terraplanagem à ponte do Matapi

O Governo do Estado do Amapá (GEA) anunciou que concluiu parte da etapa de terraplanagem das obras de acesso à ponte do rio Matapi, que ligará Macapá e Santana ao município de Mazagão. Nos meses de janeiro e fevereiro, o serviço foi concluído em quatro das seis alças viárias que irão compor a estrutura da obra. Nas duas restantes, a intervenção será feita após o período das chuvas, nas quais também será realizada a pavimentação asfáltica dessas vias.
As alças viárias permitirão a interligação da Rodovia AP-010 com o complexo de empresas que estão instaladas às margens do Rio Matapi, além de viabilizar o fluxo de veículos que trafegam em ambos os sentidos.
De acordo com o governo, a Secretaria de Transportes (Setrap) e a empresa LB Construções também estão trabalhando na extensão da rodovia para interligá-la à cabeceira da ponte. A terraplanagem foi executada em mais de 50% na área em que se concentra o eixo principal da rodovia. A conclusão da etapa, nesse trecho, só será feita, também, após o inverno, junto com o asfaltamento.
 “É uma área alagada por causa das águas do Matapi. Para garantirmos a resistência e a sustentação desse trecho, é necessária essa estruturação da base da rodovia, que será de aproximadamente cinco metros para ser interligada à ponte”, explicou o secretário da Setrap, Jorge Amanajás.
Ao todo serão pavimentados cerca de cinco quilômetros nas obras de acesso. Desses, três quilômetros e meio são referentes às alças viárias e um quilômetro e meio da extensão da rodovia.

Fonte: Diário do Amapá.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Chuvas intensas no Amapá só em abril, diz meteorologista

Érica Favacho 
Do G1 AP


A intensidade máxima das chuvas será atingida apenas em abril e se prolongará até maio. A partir de meados de janeiro elas começam a se intensificar, mas gradualmente, informa o Núcleo de Hidrometeorologia do Amapá (NHMET), do Instituto de Pesquisas do Amapá (Iepa).

Neste período serão chuvas classificadas como fracas e moderadas. As precipitações mais fortes são esperadas a partir de fevereiro. O NHMET atribui essa mudança à influência do fenômeno El Niño no clima da região.

“Normalmente são três meses de chuvas intensas: março, abril e maio, mas, este ano, devido ao fenômeno do El Niño, a previsão é de que as chuvas vão ser fortes, mas não vão ser do jeito que a gente está acostumado. A média de chuva no mês de março é de mais de 400 milímetros. O núcleo espera cerca de 10% a 20% a menos de chuva”, disse o meteorologista do NHMET Jefferson Vilhena.

Em relação à temperatura, Vilhena informou que tem ficado com máximas de 32º e 33º graus. No período de chuvas a máxima cai para 29º e 30º graus. Segundo o meteorologista, o que cai significativamente é a temperatura mínima.

“O núcleo estava marcando 26º e 26,5º graus e com o aumento das chuvas já reduziu para 23º e pode chegar a 21º e 22º graus. Na segunda-feira (4), com o registro de chuvas na capital, a mínima chegou a 23,5º graus", falou.

Com as chuvas, as pessoas tendem a sentir frio, principalmente devido à sensação térmica, que também cai nesse período. Por exemplo, se a temperatura estiver em 22º graus a sensação térmica será de 19º e 20º graus.

Na segunda-feira (4), o NHMET registrou chuvas de 3 a 8 milímetros em alguns pontos de Macapá. De acordo com Vilhena, essa média não é classificada como chuva forte. Os meteorologistas ficam em alerta quando atinge 10 milímetros, pois é quando começa a causar transtornos na cidade.

Ordem do Dia do Comandante do Navio Patrulha Amapá, que chega hoje aos 40 anos na Armada.




Nos anos 70, o Mundo assistia uma desregulamentação do sistema monetário internacional com a crise do petróleo, o Reino Unido elegia Margareth Thatcher como Primeira Ministra Britânica em uma Grã-Bretanha em declínio econômico em meio a crises no setor financeiro e os Estados Unidos retornavam suas tropas do Vietnã com o peso da derrota contra um aliado da ex-União Soviética. 
 Vivíamos no Brasil um alavancamento industrial sem precedentes, sob o slogan "Ninguém segura este País", fruto do Milagre Econômico brasileiro, um PIB crescendo de 7% a 13% ao ano, um aumento significativo na nossa infraestrutura, maior oferta do nível de emprego proporcionado pelos investimentos no desenvolvimento industrial, em especial no setor de siderurgia, geração de eletricidade, indústria petroquímica e constrói a maior ponte de concreto do hemisfério sul, ligando duas importantes regiões metropolitanas, Rio e Niterói e a inaugura em março de 1974. No campo dos esportes, o Brasil de Pelé era tricampeão mundial de futebol na Copa do Mundo do México em
1970. Na década de 70, construímos no AMRJ, 02 fragatas Classe "Niterói", 06 NaviosPatrulha Costeiros Classe "Piratini", 02 Navios-Patrulha Classe "Pedro Teixeira", 03 EDCG e simultaneamente no estaleiro Mac Laren, em Niterói-RJ, estavam sendo construídos os NPaFlu Classe “Roraima”, com projeto desenvolvido pelo ContraAlmirante (EN) Jorge Alberto Marques Vasquez.
 Nesse contexto, tínhamos no timão de nossa Instituição o Ministro da Marinha, Exmo. Sr. Almirante-de-Esquadra Geraldo Azevedo Henning, que como meta impulsionou indústria naval, desenvolvendo projetos de navios de guerra mais modernos e adequados ao cumprimento das tarefas atribuídas pela Marinha do Brasil.
 O nome do Navio é uma homenagem ao Estado brasileiro do Amapá, sendo também uma árvore amazônica da família das apocináceas (Harcónia Amapá). É o terceiro navio da Marinha do Brasil a ostentar este nome, sendo os outros dois a Canhoneira Fluvial Amapá e Canhoneira Amapá, tendo servido também sob o Comando da Flotilha do Amazonas no início do século XX.
 A incorporação do Navio-Patrulha Fluvial “Amapá” à Armada, ocorrida há exatos 40 anos, representa um ponto de inflexão no conceito de se alcançar os extremos navegáveis na Amazônia, pois aliado aos registros históricos dos demais navios da mesma Classe, pode apresentar marcas de ineditismo na navegação, desbravando águas ainda não alcançadas na época por Navios da Marinha do Brasil. 
               Nesse momento, é por dever de justiça, que rendemos as nossas homenagens ao
Sr. Walter Miguel da Costa, Mestre do estaleiro Mac Laren na construção do NPaFlu “Amapá”, esse homem transformou o suor do seu rosto em um consagrado Navio da nossa Marinha. O senhor Walter, pai do CMG Ivan Barros da Costa, ex-Comandante da Flotilha do Amazonas entre os anos de 1992 e 1994, ainda hoje labora na Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental emprestando sua grande experiência profissional para o cumprimento da missão daquela OM.  
 Além disso, devo rememorar o espírito desbravador do Comandante César Ricardo Cristalli e tripulação do “Patrulheiro da Amazônia” ao navegar entre as Bacias do Amazonas e Orinoco em junho de 1982, atingindo um novo ponto extremo navegável a cidade de San Fernando de Atabapo (Venezuela). Tal feito foi enfrentado com diversas dificuldades como as cachoeiras de São Gabriel da Cachoeira no Rio Negro, fortes correntes do Canal do Cassiquiare, a corredeira de Santa Bárbara no Rio Orinoco em rios pedregosos e pouca profundidade.
 Os 40 anos do NPaFlu “Amapá” na Amazônia são traduzidos em 4.072 dias de mar e 454.064,9 milhas navegadas em inúmeras ações de Patrulha-Naval, Busca e Salvamento, Operações Ribeirinhas, Ações Civico Sociais (ACISO) e Assistências médico-odontológicas em comunidades ribeirinhas, levando a presença do Estado brasileiro em regiões de difícil acesso e algumas vezes isoladas. Além disso, nosso Navio vem operando em conjunto com o Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, outros Órgãos Federais, Estaduais e Municipais, além de operar com as Marinhas amigas do Peru, Colômbia e Equador em perfeita sinergia.
 Todo o esforço operativo não seria possível se não contássemos com o apoio irrestrito do Comando do 9º Distrito Naval desde os tempos do Comando Naval da Amazônia Ocidental, Comando da Flotilha do Amazonas, Estação Naval do Rio Negro,
Batalhão de Operações Ribeirinhas, Centro de Intendência da Marinha em Manaus, 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, Policlínica Naval de Manaus e a vibração e entusiasmo pela Marinha do Brasil que nos contagia dos nossos companheiros soamarinos, em especial a SOAMAR-AP com o Presidente em exercício Sr. Glauco Cei e do jornalista Sr. Cléber Barbosa.
 Nesses 40 anos do Navio subordinado ao Setor Operativo, o Brasil passou por mudanças políticas profundas e crises econômicas como a que passamos atualmente, entretanto, se não fosse o profissionalismo, dedicação, criatividade e a capacidade de inovar dos nossos marinheiros, desde o grupo de recebimento em 1976 até os dias de hoje, não teríamos assegurado e aprimorado as nossas capacidades operativas em sua plenitude ao longo do tempo, bem como subsidiar o planejamento para a aquisição de equipamentos modernos de navegação, comunicações e eletrônica embarcada.
 Enfim, traduzo o “Patrulheiro da Amazônia” como um Navio com grande capacidade de manobra, pequeno calado, motores de elevada confiabilidade e potência, armamentos capazes de salvaguardar os interesses nacionais nos rios transfronteiriços e principalmente, ter em seu guarnecimento militares com espírito desbravador e guerreiro e que quebram paradigmas, assim como os patrulheiros que tripularam este Navio no passado, vislumbrando continuamente o aprimoramento da razão de ser do nosso barco, a Patrulha-Naval nos rios da Amazônia. 

 “PATRULHAR, PROTEGER E INTEGRAR”
LUIZ CARLOS CALVO DOS SANTOS JUNIOR
Capitão-de-Corveta
Comandante


Tragédia do barco Novo Amapá completa 35 anos. E segue um mistério.

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No dia 6 de janeiro de 1981, o barco Novo Amapá, que transportava mais de 600 passageiros, naufragou
Por Jéssica Alves, do Jornal do Dia 

Há exatos 35 anos a população amapaense recebia as notícias de que um barco havia virado no Rio Cajari, a caminho do município de Laranjal do Jarí. Dois dias depois começavam a chegar os primeiros corpos e só aí se percebeu o tamanho da tragédia, um dos maiores naufrágios da história amazônica.
No dia 6 de janeiro de 1981, o barco Novo Amapá, que transportava mais de 600 passageiros, naufragou após partir do então Território Federal do Amapá em direção ao Pará.
A viagem durou aproximadamente sete horas até que a embarcação tombou próximo ao município de Monte Dourado (PA).

Informações da Capitania dos Portos apontam que o barco tinha capacidade para transporte de 400 pessoas e meia tonelada de mercadoria, mas naquela trágica tarde o Novo Amapá deixou o porto de Santana com 650 passageiros e quase uma tonelada de carga comercial, fato que é tido até hoje como o principal motivo da tragédia que vitimou mais de 400 pessoas.
A tragédia demorou 24 horas para se tornar notícia na região e cerca de 48 horas para ganhar as manchetes do mundo. O New York Times de 10 de janeiro estampava em sua primeira página o título “Tragédia na Amazônia: 282 mortos” e a revista Veja de 18 de janeiro de 1989 voltou a tocar no assunto quando publicou matéria sobre a embarcação Novo Amapá, que agora navegava com o nome de Santo Agostinho.
O estudante de jornalismo Wanderson Viana produziu no fim do ano passado um documentário de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) relatando sobre a tragédia, na visão de diversos jornalistas que cobriram os fatos, como Humberto Moreira, João Silva, Paulo Silva, Sebastião Oliveira, Fernando Canto e Júlio Duarte.
Segundo eles, relatos de sobreviventes dão conta de que o Novo Amapá demorou cerca de 20 minutos para naufragar, mas como muitos estavam dormindo a tragédia só foi percebida pela maioria quando a embarcação já estava sendo inundada. “Este foi um fato traumático para muitos e meu trabalho buscou a memória dos jornalistas, também objetivando mostrar para novas gerações sobre essa tragédia, que até hoje permanece um mistério. Não tem relatos, não se encontrou culpados e nem quantas pessoas morreram”, aponta o estudante.
Memorial
No ano de 2014, a prefeitura de Santana realizou a construção de um memorial destinado às mais de 300 vítimas do naufrágio do barco Novo Amapá, ocorrido em 1981. A tragédia ‘deve ser lembrada como um dia para homenagens e reflexões’, segundo destacou o prefeito da cidade Robson Rocha, durante a abertura do memorial.
A desocupação das valas comuns onde há centenas de corpos de vítimas do naufrágio está relacionada à reivindicação da população que, segundo o prefeito, é obrigada a sepultar familiares nos cemitérios da capital por causa da superlotação no cemitério santanense. “A ideia é angariarmos esses espaços para que a comunidade possa enterrar seus entes queridos, sem afetar a memória das vítimas do naufrágio”, acrescentou o prefeito.

Peça teatral
Estreado em 2012, o Novo Amapá volta ao palco do Teatro das Bacabeiras na noite de 7 de janeiro para relembrar a tragédia do naufrágio do barco Novo Amapá. Pelo quarto ano consecutivo o Grupo Eureca e Cia Supernova de Teatro Experimental remexem uma ferida aberta no peito dos amapaenses com a peça Novo Amapá. Neste ano, a montagem ocorrerá no dia 17 de janeiro.
O espetáculo teatral é olhar artístico e sobre o maior naufrágio fluvial da história brasileira. A montagem é baseada no texto “Triste Janeiro” do jovem ator e dramaturgo Joca Monteiro que através de poemas homenageia todos os envolvidos naquele acontecimento. Neste ano, Jones Barsou estreia como diretor de encenação inserindo musicalidade ao tema.
Além da poesia, o trabalho tem influências do teatro físico, conta ainda com inserção de vídeos e é construída por meio de diversos processos de experimentações artísticas coletivas. Na peça o público é conduzido a viajar nos sonhos e encantos da infância, onde o “puc puc puc” dos barquinhos dão ao homem o prazer da libertação e as águas tornam-se a porta para descobertas e anseios de “palmo a palmo” conquistar o mundo. Na luta por este sonho, o homem se torna coisa, carga, engrenagem de um sistema mecânico que o explora de todas as formas e nos acontecimentos mais corriqueiros.
O lirismo do texto é observado durante toda a peça e se destaca em dois momentos: ao abordar a morte, tem-se o foco narrativo vindo de uma criança; e como homenagem explícita a todos que de algum modo foram tocados por aquele sinistro, em um tom quase de epílogo, o eu lírico evoca diversos heróis: em sua maioria anônimos que prestaram socorro às vitimas, mas que nunca foram reconhecidos por estes atos de humanidade.

Reajuste salarial dos militares das Forças Armadas será de 27,9%

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Brasília, 30/12/2015 – O governo encaminhou nesta quarta-feira ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que trata do reajuste salarial dos militares das Forças Armadas. A mensagem da Presidência da República foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de hoje.
O Ministério da Defesa, desde o início do ano, estabeleceu uma série de diálogos com a equipe econômica do governo. Nos últimos dias, conseguiu elevar o índice de reajuste do soldo dos militares, que anteriormente estava em torno de 25,5%, para uma média de 27,9%.
“Conseguimos a garantia de que teremos os soldos reajustados dentro das possibilidades econômicas do país”, explica o secretário-geral do Ministério da Defesa, general Silva e Luna.
A expansão da folha de pagamento de militares será concedida ao longo dos próximos quatro anos, sendo 5,5% a partir de agosto de 2016.
O reajuste será escalonado, com maiores percentuais para as graduações do início de carreira e postos intermediários, indicados como prioritários pelos Comandos das três Forças. Os índices variam de 24,39% a 48,91%.
Esse reajuste incide sobre os soldos (veja a tabela). No entanto, como as gratificações são vinculadas a ele, também terão seus valores corrigidos na composição da remuneração bruta do militar.
Dessa forma, a remuneração bruta (com as gratificações) média dos oficiais generais, que atualmente varia de R$ 21.777 a R$ 25.433, será de R$ 27 mil a R$ 31.636, em 2019.
No caso dos oficiais superiores, que atualmente ganham, com gratificação, entre R$ 14.472 e R$ 17.068, ganharão, em 2019, entre R$ 18.212 a R$ 21.340, em média.
Os oficiais subalternos e intermediários, com remuneração bruta atual de R$ 8 mil a R$ 10.878, em média, passarão a receber valores que vão de R$ 9.990 a R$ 14.309.
Os praças, que ganham atualmente remunerações que variam de R$ 1.021 a R$ 7.463, em média, passarão a receber de R$ 1.270 a R$ 9.845 até o final do período de quatro anos.
As gratificações variam de acordo com a experiência, competência, local de trabalho do militar, por exemplo. Sobre essa remuneração bruta incidem os descontos obrigatórios, como o imposto de renda, contribuição para a pensão militar e para o fundo de saúde da Força.
Tabela de Soldos 2016
FONTE: Ministério da Defesa

Batalha do orçamento da Marinha dos EUA coloca navios contra caças


F-35C landing
Uma diretiva recente dada pelo secretário de Defesa dos EUA que coloca caças contra navios no próximo plano de gastos de cinco anos da Marinha será um confronto para se acompanhar em 2016, com o aumento de gastos em jatos F-35C e F/A-18 às expensas dos Littoral Combat Ship.
O memorando de 14 de dezembro do secretário Ashton Carter sugere uma mudança orçamentária para ser feita ao longo do plano de gastos de 2017-2021, com menor prioridade no número de navios e mais investimento em aviões de combate, armamento e as capacidades de guerra eletrônica.
O memorando direciona o secretário da Marinha a adicionar fundos para mais 31 caças F-35C do que o número proposto e a continuar a compra de caças F/A-18E/F Super Hornet no ano fiscal de 2018.
Estas medidas seriam parcialmente compensadas ​​pela redução nos contratos do Littoral Combate Ship (LCS) para 40 navios em vez de 52 e a seleção de apenas um fornecedor: Lockheed Martin ou a General Dynamics.

LCS
A Marinha dos EUA terá de escolher qual dos dois tipos de LCS continuará construindo e selecionar apenas um fornecedor
130222-N-DR144-174
A diretiva aparentemente contraria outras propostas controversas, como o corte de três aviões Northrop Grumman E-2D, 420 mísseis Raytheon AIM-120D e um drone MQ-4C Triton.
Outras medidas orçamentárias poderiam “interromper” o desenvolvimento e implementação de novos sensores infravermelhos de rastreamento, jammers e upgrades de radar para jatos de combate da Marinha.
Enquanto essa inversão é uma boa notícia para o setor aeroespacial, o setor de construção naval e defensores dos LCS não vão afundar silenciosamente. Como observa um comentarista, a objeção declarada de Carter para a construção de 308 navios da Marinha descarta uma recomendação do painel de defesa nacional de 2014 para a construção entre “323 e 346 navios”, e negligencia a natureza de longo prazo de financiamento e construção de navios em comparação com os caças.
“Essa história ainda não acabou”, adverte o analista aeroespacial e de defesa Tom Captain da Deloitte. “O processo político está agora tomando o controle, e pode haver pessoas fazendo lobby para fazer algo diferente. Eu não acho que já acabou.”
Como exatamente esta saga orçamental vai moldar-se depende dos detalhes finais da proposta de gastos da Marinha – que deve sair no final de janeiro ou fevereiro – e a reação dos defensores do LCS no Congresso.
Super Hornets no convoo do CVN 69 - foto Marinha dos EUA
Legisladores dos EUA enviaram um sinal encorajador em novembro pela adição de fundos no ano fiscal de 2016 para 11 caças F-35 extras, sete EA-18G Growlers e cinco F/A-18E/F Super Hornet.
O caloroso abraço vem em um momento fortuito para o programa F-35, que garantiu um contrato de US$ 1,2 bilhão no final de dezembro para financiar partes para 94 aeronaves “Lote 11”.
Com a diretiva de Carter para comprar mais caças Super Hornet em 2018 e o dinheiro extra do Congresso para 2016 firma-se a linha de produção da Boeing em St Louis, Missouri, que poderia ser encerrada, sem mais encomendas.

FONTE: flightglobal.com

Novidades no Concurso de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros

O Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros 2016 vem com novidades: o ensino médio passa a ser requisito e os aprovados terão formação técnica dentro da Marinha. A previsão é de 1.340 vagas e a data de divulgação do edital ainda será definida. Os rendimentos iniciais são de R$1.617, chegando a R$2.500 após três anos.
Os interessados devem ser brasileiros natos ou naturalizados, solteiros, do sexo masculino e terem entre 18 e menos de 22 anos no dia 1º de janeiro de 2017.
Escolha da área no ato da inscrição
Na inscrição, a novidade é que o candidato deverá escolher uma entre três grandes áreas para trabalhar futuramente: Apoio, Eletroeletrônica ou Mecânica. Durante três anos, o militar atuará em uma dessas três áreas como Marinheiro Especializado. No terceiro ano, ele escolherá uma especialidade dentro da área escolhida. São elas:
  • Eletroeletrônica: Armamento, Armamento de Aviação, Aviônica (Aviação Naval), Comunicações Interiores, Comunicações Navais, Controle Aéreo, Direção de Tiro, Eletricidade, Eletrônica, Faroleiro, Hidrografia e Navegação, Operador de Radar, Operação de Sensores de Aviação e Operador de Sonar.
  • Mecânica: Caldeiras, Carpintaria, Estrutura e Metalurgia de Aviação, Hidráulica de Aviação, Manobras e Equipamentos de Apoio de Aviação Máquinas, Mecânica, Metalurgia, Mergulho, Motores e Motores de Aviação.
  • Apoio: Arrumador, Barbeiro, Cozinheiro, Enfermagem, Escrita, Manobras e Equipagem de Aviação, Manobras e Reparos, Paiol e Sinais.
Ao final do terceiro ano, após o curso de especialização com duração de um ano, o Marinheiro será nomeado Cabo, recebendo diploma de formação técnica dentro da área escolhida, reconhecida pelo MEC, com remuneração de cerca de R$ 2.500.
Etapas do Concurso: provas têm novas disciplinas
Com a mudança de escolaridade, a disciplina de Ciências foi substituída por Física e Química. Já Português e Matemática continuam no conteúdo programático. As demais etapas permanecerão as mesmas, como as Verificações de Dados Biográficos, de Documentos, a Inspeção de Saúde, o Teste de Aptidão Física (natação e corrida) e a Avaliação Psicológica.
O Curso de Formação contará com duas etapas: formação militar-naval como Aprendiz-Marinheiro e a novidade é que, na segunda fase, já como grumete, o aluno fará curso especialização inicial em uma das três áreas escolhidas. A duração será de 48 semanas e será realizado nas Escolas de Aprendizes Marinheiros de Florianópolis, de Fortaleza, de Recife e de Vila Velha. Durante todo esse tempo, o aluno recebe uma bolsa-auxílio de R$790.

SERVIÇO
Concurso Público de nível médio – Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros
Edital: data a definir
Informações à imprensa: comsoc@densm.mar.mil.br
Site: www.ingressonamarinha.mar.mil.br


Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Tribunal Marítimo retoma julgamento de processo contra mineradora Anglo American.

Do Portal Diário

O Tribunal Marítimo do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, abriu prazo de cinco dias para que Procuradoria Especial da Marinha (PEM) apresente as provas no processo que trata do acidente e fato da navegação envolvendo o terminal flutuante Anglo Ferrous Amapá Mineração Ltda., não inscrito, o NM "SABRINA VENTURE, de bandeira de Hong Kong e outras embarcações, ocorrido no rio Amazonas, Santana, Amapá, em 28 de março de 2013.
No processo, a Procuradoria Especial da Marinha representa contra o engenheiro José Luiz de Oliveira Martins, à época diretor-geral da mineradora no Amapá. Martins foi notificado através do Diário Oficial da União (DOU), pelo juiz Geraldo de Almeida Padilha, relator do processo.
A representação da Procuradoria Especial da Marinha narra que no dia 23 de março de 2013, por volta das 00h15min ocorreu um desbarrancamento da margem do rio Amazonas, na altura do Terminal Flutuante Anglo Ferrous Amapá Mineração Ltda, do tipo flutuante, não inscrito na Capitania dos Portos, não certificado e não registrado, propriedade da pessoa jurídica Anglo Ferrous Amapá Mineração.
Como conseqüência do desmoronamento de terra, houve elevação do nível do rio, fazendo com que águas atingissem o convés do N/M SABRINA VENTURE, que se encontrava atracado no terminal flutuante para trabalho de carregamento de minério de ferro. Laudo de exame pericial apontou que o incidente gerou acidentes pessoais correspondentes à morte de seis pessoas, além de avarias e naufrágio de diversas embarcações.
Já um laudo independente, realizado por solicitação da mineradora, aponta que o acidente ocorrido no Porto de Santana teria sido causado pelo movimento de massa do solo argiloso.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Marinha do Brasil realiza Ação Cívico-Social na Casa da Hospitalidade, em Santana (AP)



No dia 14 de setembro, as equipes de saúde do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) Carlos Chagas, subordinado ao Comando do 9º Distrito Naval, em Manaus (AM), apoiada pelos militares da Capitania dos Portos do Amapá (CPAP), executaram Ações Cívico-Sociais, na “Casa da Hospitalidade”, em Santana (AP). A instituição apoia crianças e pessoas com deficiência, acolhendo atualmente 117 crianças e adolescentes que se encontravam em situação de risco social.
        Durante a ação, a Casa de Apoio foi beneficiada com 72 atendimentos médicos/odontológicos, além de fornecimento de medicamentos, palestras sobre higiene oral e doações de material de higiene.
        A CPAP registrou a importância desse tipo de ação social para a comunidade ao contribuir com a melhoria da qualidade de vida daquelas crianças e adolescentes, reforçando os tradicionais laços de amizade que unem a Marinha do Brasil ao povo amapaense.





Militares da CPAP e do NAsH “Carlos Chagas” em atendimento na Casa da Hospitalidade, em Santana (AP)