* Por Lirismar Campelo
A República Federativa do Brasil tem, de acordo com a Constituição que a rege, como um de seus fundamentos a soberania. Assim sendo, não pode, em toda sua extensão, submeter-se a qualquer outra potestade, bem como tem de fazer prevalecer os seus comandos normativos, seja na terra, no ar e no mar territorial.
Para que um determinado ordenamento jurídico subsista, faz-se mister que possua um mínimo de eficácia, de modo que seja em regra observado, bem como a sua transgressão seja pressuposto de sanções. Para que as normas jurídicas saiam do plano meramente normativo e tenham eficácia no plano fático, evidentemente deve existir um aparato que garanta a obediência aos comandos normativos.
No dia a dia, as pessoas se deparam com diversos órgãos governamentais, com devido poder de polícia, que garantem a execução das normas, bem como a punição daqueles que não seguem seus ditames. Em último grau (criminal), no âmbito da sociedade, tem-se a atuação das polícias Militar, Civil e Federal, bem como a atuação dos tribunais. Em outras searas, existem órgãos administrativos com função de fiscalização e punição aos recalcitrantes.
No convívio social, faz-se presente, portanto, a atuação estatal, de modo a ser garantido o poder do Estado, o qual, inclusive, possui o monopólio legítimo da força.No entanto, em um país de grandeza continental, há regiões ermas, de escassa ou nula população, em que os entes do Estado não se apresentam com tanta visibilidade, ou nem mesmo se encontram. Isto em terra. O que se dirá, portanto, de nossa extensão marítima? Como garantir que nas águas brasileiras tenha validade, efetivamente, o que é preconizado pelo ordenamento jurídico nacional?
Ouso dizer que, sem a Marinha do Brasil, as leis brasileiras, no que concerne à extensão do mar territorial, seriam meros enunciados, sem nenhuma juridicidade, uma vez que não poderiam ter qualquer eficácia para os agentes, enquanto estivessem trafegando pelas águas oceânicas.
A Marinha do Brasil, dentre as suas diversas atribuições, estendem o manto jurídico do ordenamento por todo o mar nacional, tendo em relação a esta região, que também é nosso território, um caráter verdadeiramente civilizatório.
A Força Armada marítima, ainda conforme a Carta Magna, é uma instituição permanente e regular, organizada com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, destinando-se à defesa do território nacional, à garantia dos poderes constitucionais (Legislativo, Executivo e Judiciário) e, por iniciativa de um destes, da lei e da ordem.
Compete também à Marinha do Brasil, sem comprometimento de sua destinação constitucional, o cumprimento de atribuições subsidiárias explicitadas pela Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, que dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas.Cabe à Marinha, em comum com o Exército e a Aeronáutica, como atribuição subsidiária, cooperar com o desenvolvimento nacional e a defesa civil, na forma determinada pelo presidente da República, incluindo-se a participação em campanhas institucionais de utilidade pública ou de interesse social.
São de competência da Marinha do Brasil como atribuições subsidiárias particulares: orientar e controlar a Marinha Mercante e suas atividades correlatas, no que interessa à defesa nacional; prover a segurança da navegação aquaviária; contribuir para a formulação e condução de políticas nacionais que digam respeito ao mar; implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores, em coordenação com outros órgãos do Poder Executivo, federal ou estadual, quando se fizer necessário, em razão de competências específicas; cooperar com os órgãos federais, quando se fizer necessário, na repressão aos delitos de repercussão nacional ou internacional, quanto ao uso do mar, águas interiores e de áreas portuárias, na forma de apoio logístico, de inteligência, de comunicações e de instrução.
Pela especificidade destas atribuições subsidiárias particulares, é da competência do comandante da Marinha o trato de tais assuntos, ficando designado para esse fim como “Autoridade marítima”.
* Lirismar Campelo é especialista em direito administrativo do Vieira e Pessanha Advogados.
Este Blog é destinado a compilar ideias, pensamentos e notícias que ajudem a se saber mais a respeito da Marinha do Brasil, por iniciativa da Sociedade Amigos da Marinha, no Amapá. A Soamar-AP é composta por personalidades agraciadas com a Medalha "Amigo da Marinha", além do corpo de oficiais da ativa, da reserva e de seus sócios Beneméritos e Honorários.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Comandante Lúcio posta fotos no Facebook. Confira e respire fundo!
Marinha do Brasil (Oficial) adicionou 2 novas fotos.
Fragata "Niterói" enfrentando um mar agitado. Consegue imaginar a coragem daqueles homens ali na proa (parte da frente da embarcação)?
domingo, 1 de junho de 2014
Navio Hidroceanográfico “Garnier Sampaio” completa 1.500 dias de mar
O NHo “Garnier Sampaio” em operação no seu 1.500º dia de mar
No dia 26 de abril, o Navio Hidroceanográfico (NHo) “Garnier Sampaio”, subordinado ao Comando do 4° Distrito Naval, alcançou a expressiva marca de 1.500 dias de mar. Na ocasião, o navio estava entre as localidades de Munguba (PA) e Vitória do Jari (AP), iniciando o Levantamento Hidrográfico do rio Jari, um dos principais afluentes do rio Amazonas.
Incorporado à Marinha do Brasil, em 31 de Janeiro de 1995, o “Garnier Sampaio” opera em extensa área sob jurisdição do Comando do 4° Distrito Naval, localizado em Belém (PA).
No decorrer dos seus 1.500 dias de mar realizados, a embarcação contribuiu para realização de diversas ações em prol da segurança da navegação, dentre elas: a execução do Plano de Atualização Cartográfica para a Bacia Amazônica, manutenção do balizamento fixo e flutuante, para o desenvolvimento da pesquisa científica, bem como a formação de universitários.
O NHo “Garnier Sampaio” dedicou, ainda, alguns dias de mar na realização do chamado “Círio Fluvial”, evento que ocorre, anualmente, no segundo sábado de outubro, na cidade de Belém (PA), e consiste em uma das romarias que compõe a maior manifestação religiosa do país, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Na ocasião, a imagem da padroeira dos paraenses é transportada em uma redoma de vidro, a bordo do navio.
O “Garnier Sampaio”, que continua com plena capacidade de cumprir a sua missão, realizará ainda muitos dias de mar em prol do apoio às Operações Navais, da segurança da navegação e do desenvolvimento socioeconômico da região Norte do Brasil.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
“Os comandantes de embarcação têm que assumir as suas responsabilidades”
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| Comandante. Lúcio Ribeiro fala na Diário FM sobre os últimos acidentes envolvendo combustíveis em embarcações. |
Cleber Barbosa
Da Redação
Diário do Amapá – Comandante, o senhor está há dois meses à frente da Capitania dos Portos do Amapá, não é?
Lúcio Ribeiro – Exatamente. E são dois meses que posso dizer muito intensos, pois as atividades inerentes à Capitania dos Portos são atividades muito intensas e ocorrem diariamente. Um dia nunca é igual ao outro... [risos] Isso é muito bom, pois nos faz sentir útil à comunidade, útil ao nosso país e isso é muito importante.
Diário – Nos últimos anos a gente observou muitas mudanças na estrutura da Marinha no Amapá, que já foi uma delegacia e hoje tem status de Capitania dos Portos. Há projetos de ampliação desta presença, com mais efetivo de militares?
Lúcio – Nós precisamos ter não só pessoal como principalmente o material, que são as nossas embarcações e os nossos sistemas, então isso é importante. Mas a Capitania hoje já está estruturada a fim de poder atender de toda a nossa área de jurisdição, que inclui o Amapá e alguns municípios do Pará.
Diário – É uma área de jurisdição bem grande então.
Lúcio – Com certeza, ela é bem extensa e nós trabalhamos muito na organização da inspeção naval com a intenção de realmente abranger toda a nossa região. O foco da nossas inspeções, no nosso dia-a-dia é aqui na área de Santana e Macapá, assim como nas demais regiões em que temos uma equipe que diariamente faz essas verificações. Mas também agendamos visitas a outros municípios periodicamente.
Diário – O trabalho da Marinha tem esse binômio do lado operacional com a segurança da navegação, não é mesmo?
Lúcio – É, nessa questão da segurança da navegação ela tem várias vertentes. Não temos só as ações de inspeção naval como temos também a parte de instrução, de formação de pessoal, cadastro e regularização de embarcações. Para essa missão de fiscalização nos rios da nossa região empregamos o nosso pessoal e equipamento, mas para a região oceânica temos o apoio do 4º Distrito Naval, sediado em Belém.
Diário – Essa formação de pessoal diz respeito a que clientela comandante?
Lúcio – Os aquaviários e o pessoal o esporte amador.
Diário – Isso porque ainda não temos uma marina ou um clube náutico organizado, não é?
Lúcio – Não, mesmo que a gente tivesse a responsabilidade é da autoridade marítima. Hoje um indivíduo quer obter sua carteira de motonauta, quer poder conduzir a sua lancha o procedimento é procurar a Capitania, onde temos quatro órgãos certificadores, onde ele vai fazer as aulas práticas e teóricas para ele poder tirar o registro dele, a carteira dele, de habilitação, digamos assim. Uma vez terminada essa parte prática e teórica ele nos procura e nós aplicamos uma prova para ele que uma vez aprovado nós emitimos a sua documentação que o autoriza a conduzir. Com relação a essas empresas ou clubes, nós certificamos essas empresas, como se fosse uma autoescola. Com relação aos aquaviários toda a parte de formação é feita na Capitania.
Diário – Recentemente houve uma ação da Capitania que resultou na apreensão de carteiras de habilitação falsificadas, como foi isso?
Lúcio – Foi um problema que de certa forma nos surpreendeu. Foi durante uma inspeção naval, quando verificamos todo tipo de embarcação, desde as comerciais, de transporte, passageiros e cargas, assim como as embarcações de esporte e recreio. Ao ser abordado o condutor de uma lancha apresentou em que chamou a atenção do inspetor naval com fortes indícios de falsificação. Após confirmarmos na Capitania que a carteira era falsa, encaminhamos o documento para a Polícia Federal, porque é crime, tanto emitir como portar documento falso. No outro final de semana já estávamos atentos para essa questão das carteiras e acabamos encontrando outros condutores com carteiras falsas também, agora com o auto de prisão dos condutores, que foram conduzidos à delegacia de polícia onde foram autuados.
Diário – Já se sabe quem é o responsável pela distribuição dessas carteiras falsas?
Lúcio – Ainda não. A polícia civil está no caso e todas essas informações sobre onde e como foram confeccionadas será levantado no inquérito policial conduzido por um delegado. Mas o que mais nos preocupa é que esses falsos documentos estavam com condutores de embarcações que certamente não possuem a devida habilitação para conduzir, daí estarem colocando em risco a navegação e a vida das pessoas.
Diário – E com relação ao combate ao escalpelamento, como anda esse trabalho?
Lúcio – Continua sim, apesar das dificuldades, pois muitos donos de embarcações deixam de procurar a Capitania para a instalação da cobertura do eixo do motor, que é feita a partir de um kit totalmente gratuito que a Marinha fornece. Há muitos casos em que essa instalação só é feita após abordagens do nosso pessoal e a orientação para agendar a instalação.
Diário – Como a Capitania está acompanhando esses casos de incêndio e até explosões em embarcações provocadas pelo transporte irregular de combustíveis?
Lúcio – É, na ultima sexta-feira tivemos o segundo caso num período de dez dias, infelizmente. O acidente ocorreu por volta de 1h45 da manhã e só acionaram o Corpo de Bombeiros. Nós só verificamos o que havia ocorrido pela manhã, através da imprensa, então foi quando o nosso oficial de serviço acionou a nossa equipe de inspeção naval de plantão e se deslocou para o local. Passamos a levantar informações para subsidiar um inquérito sobre acidentes e fatos da navegação. Estamos atentos a esse tipo de problema com o transporte irregular de combustíveis desde o início do ano em nossas inspeções navais, não só combustíveis como materiais perigosos como botijões de gás e outros materiais.
Diário – O que a Marinha pensa em fazer a partir desses episódios?
Lúcio – Intensificar ainda mais a fiscalização, mas também trabalhar a questão da denúncia. Quem verificar qualquer tipo de irregularidade com relação a condução ou armazenamento de combustíveis, como toneis, carotes, pode entrar em contato conosco pelo telefone 0800-2807200.
Diário – O que já se sabe sobre as causas do acidente comandante, teria sido mesmo a tal da chupeta de bateria?
Lúcio – Tudo indica que foi provocada pelo contado de uma fagulha com os gases que são liberados no ambiente confinado onde os combustíveis estavam armazenados. Essa faísca teria sido provocada pelo uso de baterias auxiliares, para dar a partida no motor. São falhas imperdoáveis por parte dessas tripulações que negligenciaram regras básicas de segurança que são repassadas durante a formação que recebem na Capitania, onde todos os cuidados e normas para o transporte de cargas são assimilados.
Diário – Obrigado por sua entrevista.
Lúcio – Eu que agradeço e solicito a todos que não deixem de acionar a Capitania em todas as situações que atentem contra a segurança da navegação.
Perfil
Entrevistado. O atual comandante da Capitania dos Portos do Amapá é o capitão-de-fragata da Marinha Lúcio Marques Ribeiro.Ele tem 43 anos de idade, é casado e pai de dois filhos. Natural do Rio de Janeiro, ingressou no Colégio Naval, em 1987, para o curso preparatório para a carreira militar na Marinha; depois ingressou no concorrido processo seletivo da Escola Naval, a academia de formação de oficiais da Marinha do Brasil, em 1990. Formado para a chamada Armada, da Marinha de Guerra, especializou-se em máquinas, tanto na formação como no Curso de Especialização de Oficiais. Fez o Curso de Estado-Maior pela Escola de Guerra Naval em 2010. Antes de ser transferido para o Amapá atuava na Diretoria Geral de Pessoal, no Rio de Janeiro.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Navio australiano capta sinais "compatíveis" com caixas-pretas
Um navio australiano detectou novos sinais "compatíveis" com as caixas-pretas do avião da Malaysian Airlines, desaparecido no Oceano Índico há um mês, e a pista é considerada a "mais promissora" encontrada até agora.
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Angus Houston, coordenador das operações de busca, disse que a equipe delimitou as operações de busca e que os sinais "promissores" indicam que "estão muito perto do local".
"O sensor utilizado pelo navio militar australiano 'Ocean Shield' captou sinais compatíveis com os emitidos pelas caixas-pretas dos aviões", disse Houston.
"Ainda não encontramos o avião, precisamos de confirmação", completou, com extrema precaução, a respeito do Boeing 777 que desapareceu dos radares em 8 de março com 239 pessoas a bordo.
Houston destacou que a informação obtida nas últimas 24 horas é "muito promissora".
Um dos contatos durou duas horas e 20 minutos, segundo Houston, e o outro 13 minutos.
"Pode levar alguns dias até que possamos estabelecer que os sinais pertencem ao voo MH370", advertiu, antes de recordar que "na profundidade do oceano nada acontece rapidamente".
O diretor do Centro de Coordenação de Agências Conjuntas (JACC, na sigla em inglês) disse que 12 aviões, nove deles militares, e 14 navios participam nesta segunda-feira nas operações de busca.
A área de busca alcança 234.000 quilômetros quadrados, segundo o JACC, que prevê boa visibilidade nesta região do Oceano Índico situada 2.000 km ao noroeste da cidade australiana de Perth.
sábado, 5 de abril de 2014
Busca por avião da Malásia se volta para o fundo do mar, diz agência
Por Swati Pandey
PERTH, 4 Abr (Reuters) - A busca pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines em áreas remotas do oceano Índico se tornou submarina nesta sexta-feira, quando um equipamento da Marinha norte-americana especializado na detecção de caixas-pretas começou a ser usado no local.
Há pressa na operação, já que a bateria do dispositivo que emite sinais de localização da caixa-preta deve se esgotar nos próximos dias.
Autoridades da Austrália, país que serve de base para as buscas, disseram que o chamado Localizador Rebocado de Sinais será puxado pelo navio local HMAS Ocean Shield, fazendo buscas numa rota convergente de 240 quilômetros com o navio britânico de pesquisas HMS Echo.
Agência Reuters
O voo MH370 desapareceu em 8 de março, cerca de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Radares e satélites indicam que ele fez uma brusca mudança de rota e passou a viajar numa direção que o levaria ao oceano Índico, a oeste da Austrália, mas não há pistas que expliquem o que aconteceu.
"A área de maior probabilidade quanto a onde a aeronave pode ter entrado na água é a área onde a busca submarina irá começar", disse a jornalistas em Perth o brigadeiro da reserva Angus Houston, diretor da agência australiana que comanda as buscas.
Segundo ele, a caixa-preta emite um sinal durante até 30 dias -- prazo que se completa na segunda-feira.
Especialistas alertam que o equipamento localizador dos EUA terá utilidade limitada se não for usado perto de onde está a caixa-preta, e observam que seu uso fica ainda mais restrito por causa da demora em rebocá-lo de um ponto para outro.
Houston disse que o uso do equipamento não elimina a busca por destroços flutuantes na superfície, onde, segundo ele, "ainda há uma grande possibilidade de encontrar alguma coisa", o que orientaria melhor a busca submarina.
Na sexta-feira, até 14 aviões e nove barcos vasculham uma área de aproximadamente 223 mil quilômetros quadrados (equivalente ao Estado de Roraima), cerca de 1.680 quilômetros a nor-noroeste de Perth, segundo o militar.
A Grã-Bretanha também está enviando à região o submarino nuclear HMS Tireless, equipado com sonar, e uma fragata da Malásia deve chegar no sábado.
(Reportagem adicional de Niluksi Koswanage, em Kuala Lumpur, e Jane Wardell, em Sydney)
sexta-feira, 21 de março de 2014
Rio Madeira sobe dois centímetros ao dia, diz Marinha do Brasil
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| Navio Balizador Tenente Castelo, que está atuando na enchente no Acre |
Quetila Ruiz - Especial para O Estado
PORTO VELHO - Na manhã desta terça-feira, 18, o Rio Madeira em Porto Velho voltou a subir registrando 19,18 metros. Esse número é considerado histórico, pois supera a marca de 17,52 metros registrados no ano de 1997. De acordo com a Marinha do Brasil, o rio vem mantendo uma média de aumento do seu nível em dois centímetros por dia.
Com base nas previsões meteorológicas, a Defesa Civil não descarta a possibilidade de as águas subirem até 19,69 metros. Mais de 13 mil pessoas já foram atingidas, cerca de cerca de 3.800 famílias em Porto Velho, nos 11 distritos da capital, e nas três cidades que enfrentam emergência: Guajará-Mirim, Santa Luzia e Rolim de Moura.
Na capital o perigo maior continua sendo as doenças provenientes das águas que invadiram esgotos e trouxeram para áreas urbanas uma grande quantidade de ratos e outros animais portadores de doenças infectocontagiosas.
Abrigo. Atualmente, as famílias desabrigadas pela cheia estão alojadas em escolas públicas e igrejas na capital, outras estão vivendo em casa de parentes. Para melhorar o serviço assistencial para essas famílias, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão concluindo obras de estruturação do Parque de Exposição dos Tranques em Porto Velho para receber os desabrigados.
Os serviços básicos como limpeza de fossa, parte elétrica e abastecimento de água iniciaram na semana passada. Ainda não se sabe a quantidade exata de famílias que serão transferidas para o local.
Para o coronel Farias, oficial de comunicação do Corpo de Bombeiros, a concentração dos atingidos em uma única área irá facilitar o serviço de assistência social realizado pelos diversos órgãos empenhados no apoio aos desabrigados. Essa ação também tende principalmente a retirada das famílias que estão abrigadas nas escolas, visando a minimizar os prejuízos causados ao ano letivo.
Sondagem - O navio balizador da Marinha do Brasil Tenente Castelo do 4º Distrito de Belém, PA, está em Rondônia para realizar sondagem e batimento dos trechos mais críticos do Rio Madeira entre Porto Velho, RO, e Humaitá, AM.
A operação Comissão Hidrográfica 2 faz parte de um projeto do governo federal de levantamento dos portos dos rios amazônicos do país e de valisamento das cartas hidrográficas, mapeando o surgimento de novos bancos de sedimentos nos rios.
O capitão tenente, Márcio Henrique Souza, disse que a sondagem é feita anualmente."Em 2008, no Rio Madeira, a sondagem foi feita entre Borba e Nova Olinda do Norte. No segundo semestre deste ano, estaremos no Rio Solimões, só não sabemos ainda os trechos", conta.
domingo, 16 de março de 2014
Escoltas novos versus escoltas de segunda-mão. Qual a melhor opção?
O atual Comandante da Marinha considera como número ideal para a Marinha do Brasil, entre 12 e 16 navios escolta. Com exceção da “Barroso”, todos os demais navios escolta serão retirados do serviço ativo até o ano de 2025. Dessa forma, torna-se imperativo um planejamento visando à substituição desses meios navais.
Surge então o dilema que está presente em todas as marinhas que contam com orçamentos reduzidos: O que seria melhor, obter esses meios por construção ou a aquisição por oportunidade de navios escolta?
Durante a “Guerra Fria”, as principais marinhas do mundo possuíam grande quantidade de meios, e estes eram retirados de serviço, em média, com duas décadas de utilização, o que garantia uma vida residual de cerca de 20 anos, possibilitando assim que marinhas com orçamentos reduzidos adquirissem esses meios.
Com o fim da “Guerra Fria”, os tradicionais fornecedores de navios de “segunda-mão” reduziram drasticamente o número de escoltas em seus inventários. Além disso, passaram a utilizar esses meios por 30 ou mais anos, criando uma espécie de escassez de meios disponíveis no mercado.
Por outro lado, os escoltas novos, devido a sua grande sofisticação, possui um custo de aquisição bastante elevado, fazendo com que as marinhas com orçamentos reduzidos não consigam construí-los em quantidades adequadas às suas necessidades, ou então são obrigadas a subarmá-los.
Com o fim da “Guerra Fria”, os tradicionais fornecedores de navios de “segunda-mão” reduziram drasticamente o número de escoltas em seus inventários. Além disso, passaram a utilizar esses meios por 30 ou mais anos, criando uma espécie de escassez de meios disponíveis no mercado.
Por outro lado, os escoltas novos, devido a sua grande sofisticação, possui um custo de aquisição bastante elevado, fazendo com que as marinhas com orçamentos reduzidos não consigam construí-los em quantidades adequadas às suas necessidades, ou então são obrigadas a subarmá-los.
O atual Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) prevê a obtenção, por construção, de 6 navios escolta com 6.000t de deslocamento até o ano de 2025. Esse número é claramente insuficiente para substituir os 13 navios que serão desincorporados nesse período. Dessa forma, a Marinha do Brasil estuda a possibilidade de se construir mais algumas unidades da corveta “Barroso” com algumas modificações.
A obtenção de meios por construção, apesar de possuir um elevado custo inicial (aquisição), possibilita à MB desenvolver um meio adequado ao Teatro de Operações (TO) em que iremos atuar. Esses meios possuem um custo operacional menor em relação as unidades mais antigas, uma vez que o intervalo entre as docagens é consideravelmente maior em relação aos meios mais antigos.
Além disso, a construção desses meios no Brasil gera empregos e capacitação de mão de obra. Proporciona também uma padronização de sistemas, sensores e de armas reduzindo os custos com a “logística”.
A obtenção de meios por construção, apesar de possuir um elevado custo inicial (aquisição), possibilita à MB desenvolver um meio adequado ao Teatro de Operações (TO) em que iremos atuar. Esses meios possuem um custo operacional menor em relação as unidades mais antigas, uma vez que o intervalo entre as docagens é consideravelmente maior em relação aos meios mais antigos.
Além disso, a construção desses meios no Brasil gera empregos e capacitação de mão de obra. Proporciona também uma padronização de sistemas, sensores e de armas reduzindo os custos com a “logística”.
Contudo, com a atual crise econômica mundial, parece inevitável o corte nos orçamentos. Isso pode levar a MB a considerar a obtenção por oportunidade de escoltas que estarão sendo desincorporadas em suas Marinhas. Surge então algumas questões: Quais meios estarão disponíveis para obtenção na próxima década? Qual a vida útil residual desses meios? Qual o nível de padronização desses meios, com relação a possíveis navios construídos no Brasil? Eles são adequados ao nosso TO?
A obtenção de meios por oportunidade não possibilita uma grande padronização, uma vez que a quantidade de meios adquirida de uma mesma classe é pequena, o que obrigaria a MB a adquirir de 4 a 6 unidades de 2 ou 3 classes diferentes.
A obtenção de meios por oportunidade não possibilita uma grande padronização, uma vez que a quantidade de meios adquirida de uma mesma classe é pequena, o que obrigaria a MB a adquirir de 4 a 6 unidades de 2 ou 3 classes diferentes.
Muito se fala na obtenção de fragatas do Tipo 22 B3, ou então do Tipo 23 operadas pela RN. Contudo, segundo fontes inglesas, as Type 22 B3 só estariam disponíveis para venda a partir do ano de 2014. Nesta data, elas teriam cerca de 25 anos de uso e, portanto, uma vida residual de cerca de 15 anos. As Type 23 são um pouco mais novas, todavia, com o atraso na construção de seus sucessores, fica cada vez mais evidente que a RN irá mantê-las ainda por bastante tempo em seu inventário.
As fragatas da Classe “Bremen” operadas pela Marinha da Alemanha serão desincorporadas a partir de 2011, e terão quase 30 anos de uso. Outra possibilidade seriam os contratorpedeiros franceses das classes “Georges Leygues” e “Cassard”, contudo, os primeiro terão quase de 40 anos de uso, e os últimos cerca de 30 anos.
As fragatas da Classe “Bremen” operadas pela Marinha da Alemanha serão desincorporadas a partir de 2011, e terão quase 30 anos de uso. Outra possibilidade seriam os contratorpedeiros franceses das classes “Georges Leygues” e “Cassard”, contudo, os primeiro terão quase de 40 anos de uso, e os últimos cerca de 30 anos.
Os mais desejáveis, porém fora da realidade orçamentária da MB, seriam os contratorpedeiros estadunidenses da classe “Arleigh Burke” F1. Mesmo que os americanos concordassem em repassar esses meios para MB, o número de unidades ficaria restrito a 2 ou 4 (o mesmo número de “Spruance” oferecidos no início dessa década).
Para a Marinha do Brasil, o ideal poderia ser a obtenção de meios por oportunidade, ao mesmo tempo em que se constroem algumas unidades no AMRJ. Contudo, deve-se buscar ao máximo uma padronização entre os sistemas, os sensores e as armas dos meios novos e de “segunda-mão”, a fim de minimizar os custos logísticos.
Para a Marinha do Brasil, o ideal poderia ser a obtenção de meios por oportunidade, ao mesmo tempo em que se constroem algumas unidades no AMRJ. Contudo, deve-se buscar ao máximo uma padronização entre os sistemas, os sensores e as armas dos meios novos e de “segunda-mão”, a fim de minimizar os custos logísticos.
AUTOR: Luiz Monteiro (LM) / FOTO do ALTO: DoD Imagery
NOTA do BLOG: Este texto é mais uma excelente colaboração do amigo e leitor “LM”. Pelas informações que nos são passadas, conclui-se que a janela de oportunidade para aquisição de meios de segunda-mão está se fechando para a MB. Urge portanto que nossas autoridades ajam, para que a capacidade de construção de meios navais no Brasil, conquistada com tanto esforço, tempo e dinheiro, não se perca.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Isolada no meio do mar, ilha de Fernando de Noronha figura em lista dos melhores destinos turísticos de jornal americano
Fernando de NoronhaCRISTINA MASSARI / AGÊNCIA O GLOBO
RIO - Um destino por semana. Talvez ainda dê tempo para quem quiser aproveitar as 52 sugestões de lugares para visitar em 2014, publicada pelo "New York Times" neste domingo. E, adivinha quem está na lista? O Brasil. Desta vez com Fernando de Noronha, que aparece bem na fita, ocupando a 14ª posição, sugerido como uma alternativa de classe internacional para uma escapada da agitação da Copa do Mundo.
"As festas de rua, samba e o caos festivo em torno do campeonato mundial de futebol no Brasil neste verão [para o Hemisfério Norte] tendem a ser exaustivos para todos. Quando toda a ação terminar, dê uma escapada para Fernando de Noronha, arquipélago de 21 ilhas a cerca de 330 milhas (cerca de 550 quilômetros) da costa da cidade-sede de Recife.", diz o jornal americano.
Em sua lista de 2013, o "New York Times" já havia destacado o Rio de Janeiro em primeiro lugar.
Nos últimos meses, muitas listas de destinos imperdíveis vêm incluindo o Brasil, principalmente, aproveitando a realização da Copa do Mundo. A CNN e a Lonely Planet destacaram o país no topo de suas listas de destinos em 2014. O Rio de Janeiro também foi lembrado na lista de melhores praias do mundo apresentada pela publicação de turismo Fodor's, em sua lista de 15 melhores praias para 2014, destaca as praias do Rio, embora recomende também uma vista à Floresta Amazônica que, segundo o site do guia, fica "ali perto". Ao destacar países para ir neste ano, o Fodor's também indica o Brasil, com suas 12 cidades-sede da Copa.
E a editora de guias Rough Guides destacou o Rio como principal destino do ano. A editora é conhecida pelas publicações que valorizam locais inusitados e destinos de aventura.
Acompanhe a lista das 52 sugestões de lugares para visitar em 2014
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/boa-viagem/fernando-de-noronha-entra-na-lista-de-lugares-para-visitar-em-2014-do-new-york-times-11279271#ixzz2vtXTW1KS
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À BEIRA DO ARAGUARI: Ferreira Gomes pronta para receber o turista
TURISMO / A cidade de Ferreira Gomes não quer ser mais apenas referência de Carnaval fora de época, quer se firmar como um dos destinos importantes do interior do Amapá
Cleber Barbosa
Editor de Turismo
Gestão Integrada e foco no empreendedorismo. Essas são bandeiras do atual prefeito do município de Ferreira Gomes, Elcias Borges, há quase um ano à frente da administração municipal. Ele pretende tirar do lugar a referência apenas de ser palco da maior micareta do interior do Estado, pois acredita que compartilhando ações e fortalecendo parcerias, o alcance dos resultados propostos será bem mais fácil e a bucólica vila às margens do rio Araguari terá turista o ano inteiro.
Prova disso é o investimento em obras de infraestrutura e realização de eventos planejados em parcerias com a iniciativa pública, privada e a comunidade em geral, para que o município se torne de fato um local turístico. “Só em 2013 foram investidos recursos em eventos como Forroguari, Araguari Verão, Réveillon, e o tradicional evento do maior carnaval fora de época do estado realizado nas margens do belíssimo e majestoso rio Araguari, o Carnaguari”, diz o prefeito Elcias.
Compensações - Um exemplo prático de como estão se dando as parcerias com a iniciativa privada foi a celebração de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), entre a Prefeitura e a empresa Ferreira Gomes Energia, responsável pela construção da nova usina hidrelétrica do município. A título de compensações, a empresa comprometeu-se em realizar projetos que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico local e do estado. “Os projetos contemplam a revitalização da Praça Francisco Pinheiro Borges, com a construção de um quiosque, instalação de academia ao ar livre, playground, revitalização paisagística, construção de novas passarelas, reconstrução dos bancos de concreto, recuperação do guarda-corpo e a construção de duas rampas de acesso, para pessoas com deficiência física na extensão da orla”, enumera o titular da Secretaria de Turismo, Antônio Brito.
As entregas das obras estão marcadas até início de abril deste ano, após a finalização de capacitação de mão de obra local, com cursos específicos para o turismo, como Monitor local para Turismo, Higiene e Manipulação de Alimentos, entre outros, feitos em parceria com o SENAC e Prefeitura.
Segundo Antonio Brito, foi sugerido a acatado pela empresa a proposta de melhoria também na área urbana da cidade a implantação de 254 placas de identificação de ruas, facilitando a acessibilidade dos moradores, visitantes e turistas, além de fazer o resgate dos munícipes ferreirenses os nomes com homenagem de várias pessoas que fazem parte da história de Ferreira Gomes.
Colaborou: Nira Brito
Cleber Barbosa
Editor de Turismo
Gestão Integrada e foco no empreendedorismo. Essas são bandeiras do atual prefeito do município de Ferreira Gomes, Elcias Borges, há quase um ano à frente da administração municipal. Ele pretende tirar do lugar a referência apenas de ser palco da maior micareta do interior do Estado, pois acredita que compartilhando ações e fortalecendo parcerias, o alcance dos resultados propostos será bem mais fácil e a bucólica vila às margens do rio Araguari terá turista o ano inteiro.
Prova disso é o investimento em obras de infraestrutura e realização de eventos planejados em parcerias com a iniciativa pública, privada e a comunidade em geral, para que o município se torne de fato um local turístico. “Só em 2013 foram investidos recursos em eventos como Forroguari, Araguari Verão, Réveillon, e o tradicional evento do maior carnaval fora de época do estado realizado nas margens do belíssimo e majestoso rio Araguari, o Carnaguari”, diz o prefeito Elcias.
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| "A implantação das usinas hidrelétricas trouxe um aumento do fluxo de turistas para Ferreira Gomes".
Antônio Brito, secretário de Turismo
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As entregas das obras estão marcadas até início de abril deste ano, após a finalização de capacitação de mão de obra local, com cursos específicos para o turismo, como Monitor local para Turismo, Higiene e Manipulação de Alimentos, entre outros, feitos em parceria com o SENAC e Prefeitura.
Segundo Antonio Brito, foi sugerido a acatado pela empresa a proposta de melhoria também na área urbana da cidade a implantação de 254 placas de identificação de ruas, facilitando a acessibilidade dos moradores, visitantes e turistas, além de fazer o resgate dos munícipes ferreirenses os nomes com homenagem de várias pessoas que fazem parte da história de Ferreira Gomes.
Colaborou: Nira Brito
Investimentos em meios de hospedagem
A sede do município de Ferreira Gomes está estrategicamente instalada às margens do rio Araguari, cortada pela Ponte Tancredo Neves e bem ao lado do reservatório da hidrelétrica. Já está sendo considerada por especialistas uma das mais belas cidades turísticas do Amapá, com boa infraestrutura hoteleira com 14 empreendimentos entre pousadas e hotéis, com 120 UH’s (unidades habitacionais), com mais de 200 leitos. “Com a implantação das hidrelétricas de Ferreira Gomes, houve um aumento de fluxo de turistas de negócios, já que a maioria dos técnicos são de fora do Estado”, explica o secretário Brito.
O prefeito Elcias Borges acredita o que município tem grande possibilidades de desenvolvimento sustentável se o setor econômico do turismo for fomentado com responsabilidade e ações que promovam o bem estar do cidadão. “Para tanto, já está em andamento além da aprovação a Lei Municipal de Turismo, a criação do Conselho Municipal de Turismo e o Fundo Municipal de Turismo, critérios que facilitaram o investimento no setor através de convênios e emendas parlamentares conforme critérios exigidos pelo Ministério do Turismo”, afirma o secretário Antonio Brito.
Um município que corre atrás de novas vocações econômicas e culturais
Ferreira Gomes é um município no centro-oeste do Estado do Amapá. A população estimada em 2005 era de 4.321 habitantes e a área é de 5047 km², o que resulta numa densidade demográfica de 0,78 hab/km². Seus limites são Pracuúba e Tartarugalzinho a norte, Cutias a leste, Macapá a sudeste, Porto Grande a sudoeste e Serra do Navio a noroeste.
O município foi criado em 17 de dezembro de 1987. Dentre os fatores históricos de seu desenvolvimento até sua emancipação político-administrativa, destaca-se a condição estratégica que desempenhou como entreposto rodoviário no antigo traçado da BR-156. Sua economia está baseada no desenvolvimento de atividades agropecuárias tradicionais e, mais recentemente, no investimento no turismo para o qual vem colocando em prática a realização de eventos e a instalação de infraestrutura destinada ao aproveitamento das ambientações paisagísticas e de lazer do município.
Se destacam economicamente no setor primário a agricultura e a pecuária. Também a criação dos gados bovino e bubalino, além da criação de suínos, constituem a principal atividade econômica do município. No setor agrícola destaca-se a plantação da mandioca, cuja farinha misturada ao peixe resulta na famosa farinha de piracuí. Destacam-se ainda os plantios de milho e banana.O setor pesqueiro vem gerando divisas, por já estar sendo exportado para outro locais. No setor secundário, embora o município seja rico em argila, não dispõe de grandes recursos para incrementar a indústria. A despeito disso, e conforme informações disponibilizadas pelo Departamento Nacional da Produção Mineral, verifica-se interesse na pesquisa e exploração de minério de ferro no território do município. Possui também uma usina de industrialização de leites e derivados.
VANTAGENS DO TURISMO
- Redução do desemprego;
- Distribuição efetiva da renda;
- Geração de divisas;
- Aumento na arrecadação de impostos;
- Atração de investimento externo;
- Melhoria da infra-estrutura de apoio ao turismo, beneficiando também os residentes;
- Preservação dos patrimônios naturais e culturais com melhoria na qualidade de vida da população.
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53 Atividades Econômicas.
Estimativa de impactos do turismo na economia.
CARNAGUARI
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| "O maior carnaval fora de época do interior do Amapá acontece às margens do majestoso Rio Araguari".
Elcias Borges, Prefeito
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terça-feira, 11 de março de 2014
Militares reclamam dos baixos salários das Forças Armadas
Deputados e representantes das Forças Armadas alertaram em Comissão Geral realizada nesta terça-feira, na Câmara, para as dificuldades enfrentadas pelos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em manter a complexa estrutura de defesa do País.
Segundo o deputado Izalci, do PSDB do Distrito Federal, que sugeriu o debate, um dos pontos críticos é o baixo salário pago aos militares das forças armadas. Ele citou casos de 247 capitães e tenentes que deixaram os quadros em 2013 em busca de melhores salários, incluindo a primeira mulher piloto de caça, que migrou para a Controladoria Geral da União.
De acordo com Izalci, engenheiros, físicos e especialistas de alto nível, formados pelo ITA, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, recebem atualmente R$ 5.500 líquidos. O deputado ainda chamou atenção para problemas de gestão e para cortes orçamentários envolvendo a estrutura de defesa. Ele criticou o corte de R$ 44 bilhões no orçamento de 2014.
Agência Brasil
Rebatendo as críticas, o secretário geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, que representou o ministro Celso Amorim, disse que o segmento já conta com novas diretrizes para superar os problemas citados.
Segundo Cardoso, o País deu um passo importante ao aprovar, em setembro de 2013, no Congresso, a Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa Nacional.
"Os projetos hoje em andamento representam esse esforço na área de defesa. O Prosub [projeto do 1º submarino nuclear brasileiro], o KC 390 [avião de carga e abastecimento], o programa nuclear e o KX-HR (helicóptero) são realidades, possivelmente não no nível que queríamos, mas podemos dizer que o caminho está sendo trilhado"
Segundo a representante da Associação Nacional dos Militares do Brasil, Mirian Cristina, para atender as atuais demandas do setor seria necessário aprovar um Orçamento de R$ 29 bilhões - R$ 15 bilhões a mais do que o aprovado para 2014.
O deputado Onofre Santo Agostini, do PSD de Santa Catarina, disse que a Comissão Geral cumpriu o papel de alertar as autoridades para os problemas das Forças Armadas.
"Que desta sessão, a essa senhora quero me dirigir. Nós não podemos resolver essa questão, mas podemos orientar quem tem o poder para tomar as devidas providências".
O deputado Izalci, do PSDB do Distrito Federal, que propôs a realização da Comissão Geral, afirmou que sugeriu ao presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara a convocação de representantes dos Ministérios do Planejamento e da Fazenda para tratar diretamente de mais recursos para o setor de defesa.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Murilo Souza
Capitania dos Portos do Amapá faz balanço da "Operação Carnaval"
A Capitania dos Portos do Amapá emitiu Nota à Imprensa nesta terça-feira (11) para apresentar à sociedade um balanço do que foi a chamada Operação Carnaval. Acompanhe, a seguir, a íntegra do documento enviado ao Blog da Soamar.
MARINHA DO BRASIL
CAPITANIA
DOS PORTOS DO AMAPÁ
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
NOTA À IMPRENSA
Capitania
dos Portos do Amapá divulga números da Operação Carnaval
No período de 28 de fevereiro a 05 de março,
a Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) realizou a “Operação Carnaval”, na qual
foram empreendidas ações de Inspeção Naval nas seguintes localidades: Orla da
Fazendinha, Igarapé da Fortaleza, Porto do Grego, Rio Matapi, Porto do Açaí,
Almeirim entre outras entre Macapá e Santana, no Amapá. O objetivo foi dar
incremento à fiscalização do tráfego aquaviário, naquelas regiões, visando à
segurança da navegação.
Ao final da operação, 129 embarcações
foram abordadas sendo 43 notificadas e outras 10, apreendidas. Dentre as irregularidades
encontradas estão: a falta de documentação dos condutores, excesso de
passageiros e ausência de itens obrigatórios de segurança e de tripulantes.
Ainda no mesmo período, a CPAP retirou
de circulação 02 balsas que fazem a travessia do Rio Matapi por apresentarem
problemas nos equipamentos de salvamento. A Capitania também prestou apoio à
operação de isolamento e vistoria da área na qual ocorreu o emborcamento do
empurrador “Mato Grosso”, no último dia 05 de março.
FABIANO GONÇALVES CRESPO
Segundo-Tenente (AA)
Ajudante da Divisão de STA
Capitania dos Portos do Amapá
(96) 3281-5480 R: 230 / (96) 9119-8707
“Se
liga, Você é o Capitão!”
“Segurança
da Navegação: Todos somos responsáveis”
Disque
Segurança da Navegação: 0800-280-7200
segunda-feira, 10 de março de 2014
Saiba mais sobre o primeiro porta-aviões da Marinha do Brasil
| NAe São Paulo (A-12) | |
|---|---|
| NAe São Paulo (A-12) | |
| Carreira | |
| Data de encomenda | 1955 |
| Construção | 15 de novembro de 1957, |
| Lançamento | 23 de julho de 1960 |
| Período de serviço | 15 de novembro de 2001 (Marinha do Brasil) e 15 de julho de 1963 (Marinha da França) |
| Estado | Ativo (Navio Capitânia do Brasil) |
| Características gerais | |
| Deslocamento | 30 884 t (padrão), 33 673 t (plena carga) |
| Comprimento | 266 m |
| Boca | 51,2 m |
| Calado | 8,6 m |
| Propulsão | 6 caldeiras, 4 Turbinas e 2 propulsores |
| Velocidade | 30 nós |
| Autonomia | 7 500 mn |
| Tripulação | 1 030 tripulantes |
O NAe São Paulo (A-12) é um porta-aviões incorporado pela Marinha do Brasil no ano de 2000.
Origem do nome
Este é o quinto navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado e a cidade de São Paulo. Também receberam este nome oVapor de Transporte São Paulo (1865), o encouraçado E São Paulo (1906) que não foi concluído, o também encouraçado E São Paulo (1907) e o RbAMSão Paulo rebocador que atuou na defesa do porto de Santos na Segunda Guerra Mundial.
O lema e o brasão, Non ducor, duco (não sou conduzido, conduzo), são os mesmos da cidade de São Paulo e também foram usados pelo encouraçadoE São Paulo (1907).
História
Construído na França entre 1957 e 1960, serviu à Marinha da França como porta-aviões da Classe Clemenceau sob o nome FS Foch, uma homenagem aFerdinand Foch, comandante das tropas aliadas durante a Primeira Guerra Mundial.
Adquirido pelo equivalente a 12 milhões de dólares norte-americanos em setembro de 2000, foi recebido operacional pela Marinha do Brasil a 15 de Novembro desse mesmo ano, no porto de Brest, na França, quando teve passada a sua Mostra de Armamento.
Com 50% mais velocidade e podendo transportar o dobro de aeronaves que o antigo NAeL Minas Gerais (A-11), o NAe São Paulo (A-12) opera aviões de ataque AF-1 e helicópteros, sendo hoje a capitânia da Armada.
NAe é o acrônimo para Navio Aeródromo.
Operações
Desde a sua incorporação, participou de diversas operações:
- ARAEX-02 (operação conjunta com a Armada da Argentina),
- URUEX-02 (operação conjunta com a Armada do Uruguai),
- TEMPEREX-02,
- TROPICALEX-02,
- TROPICALEX-03,
- ASPIRANTEX-03,
- CATRAPO II/HELITRAPO II,
- PASSEX (com o USS Ronald Reagan (CVN-76)), e
- ESQUADREX-04.
Comandantes
- CMG Antônio Alberto Marinho Nigro - (15 de novembro de 2000 – 9 de abril de 2002)
- CMG Antônio Fernando Monteiro Dias - (9 de abril de 2002 – 19 de fevereiro de 2004)
- CMG Luiz Henrique Caroli - (19 de fevereiro de 2004 - 16 de fevereiro de 2006)
- CMG Resende - (16 de fevereiro de 2006 - 15 de fevereiro de 2008)
- CMG Dibo - (15 de fevereiro de 2008 - 11 de fevereiro de 2010)
- CMG José Renato - (11 de fevereiro de 2010 - 29 de fevereiro de 2012)
- CMG Sérgio Fernando de Amaral Chaves Junior - (29 de fevereiro de 2012 - 29 de janeiro de 2013 )
- CMG Alexandre Rabello Farias - (29 de janeiro de 2013 - atualmente)
Grupo Aéreo Embarcado
O Grupo Aéreo Embarcado do São Paulo pode ser composto por uma combinação diferente de aeronaves de acordo com a missão. Um grupo típico poderia ser formado por 10 a 16 aeronaves de ataque A-4 Skyhawk (AF-1), 4 a 6 SH-3A/B (ASH-3D/H) Sea King anti-submarino e 2 UH-13 Esquilo de emprego geral e/ou 3 UH-14 Super Puma.
Na prática, nas operações realizadas pela Marinha do Brasil, o número é bem mais reduzido por problemas na disponibilidade dos AF-1 e pelo tempo de uso dos Sea King.
Características Gerais
- Deslocamento (toneladas): 30 884 (padrão), 33 673 (plena carga)
- Dimensões (metros): 266 x 51,2
- Convés de Voo (metros): 266
- Sistema de propulsão: caldeiras e turbinas a vapor de 126 000
- Velocidade máxima: 32 nós (55 km/h)
- Número de catapultas: 2
- Tripulação: 1030 homens
- Aeronaves: pode transportar até 40 aeronaves de asa fixa e helicópteros.
- Observação: A tripulação do navio é de 1 030 homens, mais 670 homens da ala aérea.
O São Paulo é o maior navio de guerra do hemisfério sul, com 265 m de comprimento e 33 mil toneladas de deslocamento à plena carga.
Acidente, Reforma e Retorno
Em 2005, um acidente ocasionou a morte de três tripulantes.1 Como causas, foram verificadas diversas deficiências que demandariam um período de manutenção prolongado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.
Após cinco anos, em julho de 2010, o Nae São Paulo retornou ao setor operativo da esquadra revitalizado e com algumas modernizações. Quilômetros de tubulações de água, vapor e combustível foram substituídos, todo o seu convés foi raspado e recapeado, foram feitas obras estruturais nos conveses internos e externos. As catapultas e os sensores foram revitalizados. A propulsão passou por uma revisão geral, sendo que trabalhos foram realizados para solucionar a vibração em um dos eixos que causou a última docagem do navio. O sistema de ar condicionado foi modernizado e ampliado. Três lançadores Simbad para defesa aérea estão operacionais.
Voltou realizar testes fora da Doca, no final de Julho de 2010, e apesar da fumaça preta que foi vista a sair das suas chaminés, por ainda estar regulando seus queimadores, e procurando a mistura correta de ar/combustível para seus motores, estava muito bem encaminhado para voltar a testes de mar ainda em 2010.
Em 2011, passou por testes, através da Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (CIASA), para ser re-incorporado a Marinha do Brasil.
Fonte: Wikipedia.
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