Este Blog é destinado a compilar ideias, pensamentos e notícias que ajudem a se saber mais a respeito da Marinha do Brasil, por iniciativa da Sociedade Amigos da Marinha, no Amapá. A Soamar-AP é composta por personalidades agraciadas com a Medalha "Amigo da Marinha", além do corpo de oficiais da ativa, da reserva e de seus sócios Beneméritos e Honorários.

Segurança da Navegação

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Capitania apura incêndio em embarcação no município de Afuá, no Pará


Foto: Seles Nafes

O comando da Capitania dos Portos do Amapá, informou, por meio de uma nota à imprensa, estar instaurado procedimento para apurar as causas do acidente envolvendo uma embarcação no município de Afuá (PA), que fica sob jurisdição daquela Organização Militar.

Segue a íntegra do comunicado expedido pela Marinha.


NOTA À IMPRENSA



A Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) informa que, por volta das 14h00 do dia 17 de junho de 2016, recebeu a informação sobre a ocorrência de incêndio em uma embarcação do tipo transporte de carga, de nome “COMTE SOUZA”, atracada na orla do município de Afuá-PA.

As primeiras informações constam que o Comandante da referida embarcação estava a bordo no momento do sinistro e que o combate ao fogo foi realizado pela brigada de incêndio da cidade e por populares. Durante o combate às chamas, um dos tripulantes da embarcação teria sofrido ferimentos leves. Não houve vítimas fatais e o incêndio já foi debelado, sendo realizado no momento o trabalho de rescaldo e a contagem dos prejuízos materiais. A princípio não há indícios de ocorrência de poluição hídrica no local do acidente.

Um Inquérito Administrativo será instaurado, visando a apurar as causas do Acidente. A Marinha do Brasil ressalta a importância da população de participar ativamente nesse esforço de fiscalização, informando qualquer situação que possa afetar a Segurança da Navegação, a salvaguarda da vida humana no mar e vias navegáveis ou que represente risco de poluição ao meio hídrico, por meio do Disque Segurança da Navegação: 08002807200, (96) 3281-5480 ou pelo Whatsapp (96) 99105-6553.

Se liga, Você é o Capitão!”
Segurança da Navegação: Todos somos responsáveis”
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

“Em setembro a Aduana fica pronta e a ponte do Rio Oiapoque poderá ser inaugurada”

Superintendente do DNIT Fábio Vilarinho fala a Cleber Barbosa, no programa Conexão Brasília
Pode estar chegando ao fim uma verdadeira novela em que se tornou o processo de entrega da obra da ponte binacional sobre o rio Oiapoque. Para o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit no Amapá, Fábio Vilarinho, a última construção necessária, que é a pavimentação do pátio da Estação Aduaneira do lado brasileiro, deverá ficar pronta em setembro deste ano, quando pretende repassar as chaves do prédio à Secretaria de Patrimônio da União e assim acionar o Itamaraty para marcar a inauguração oficial. Esse e outros temas foram tratados numa entrevista concedida ontem, 21, ao jornalista Cleber Barbosa, no programa Conexão Brasília, pela rádio Diário FM. A seguir os principais trechos da conversa. 

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – As rodovias federais que cortam o estado são o seu segundo gabinete de trabalho, por assim dizer, superintendente?
Fábio Vilarinho – É, o segundo... Principalmente nesta época de chuva, quando a gente tem certa dificuldade de tráfego, e aqui no Amapá chove demais!

Diário – Muitos problemas de atoleiros?
Fábio – Neste ano tivemos dois problemas, basicamente, um deles indo para Oiapoque, onde a empresa já estava mobilizada e resolvemos o mais rápido possível. No sentido de Laranjal do Jari tivemos um problema no primeiro trecho, que vai da Água Branca até o Jari, pois estávamos descobertos, não tinha empresa contratada para a manutenção. Como é um convênio com o Governo do Estado, a Setrap pôs suas próprias máquinas para fazer o serviço no trecho.

Diário – O escritório do Dnit aqui em Macapá ainda funciona no prédio da Setrap?
Fábio – Só até a semana que vem, pois já estamos conseguindo um prédio com a SPU [Secretaria de Patrimônio da União] que acredito vai dar certo e em breve estaremos em novo endereço.

Diário – Além desse convênio da União com o estado, através do Dnit e da Setrap, vocês têm uma relação diária de contato, fazem ações em conjunto?
Fábio – Sim. Sempre nós fazemos em conjunto, pois temos um bom relacionamento com o estado e principalmente com o secretário Jorge Amanajás. Então todas as vezes que temos algum problema nas rodovias a gente reúne e traça os trabalhos em conjunto.

Diário – Sobre a ponte binacional de Oiapoque acabou ficando sob a responsabilidade do DNIT realizar a licitação da obra de pavimentação do pátio aduaneiro do lado brasileiro, a quantas anda esse trabalho?
Fábio – Na realidade a Aduana também já foi construída sob nossa gestão, quando foi criada a Superintendência do DNIT no Amapá, em dezembro de 2013. Em 2014 lançamos a obra da Aduana, que ficou pronta no ano passado. Agora licitamos o pátio, que está na fase de conclusão do projeto executivo para começar as obras. A previsão de entrega pela empresa que já está em Oiapoque realizando o projeto, é para setembro ou outubro deste ano.

Diário – Isso é o que falta para a entrega da ponte, não é?
Fábio – Sim, quando a gente terminar o pátio a gente já vai repassar para a SPU, como foi feito com a Aduana. As informações que eu tenho é que esse prédio vai ser repassado para a Receita Federal, que vai administrar o condomínio onde lá vai ter a Secretaria de Agricultura, Anvisa, Polícia Federal, Ministério da Agricultura e Polícia Rodoviária Federal e a Antt também.

Diário – A instalação destes órgãos irá demandar contratação de pessoal. Algum concurso público em vista?
Fábio – Olha, são órgãos independentes, mas eu acredito que todos eles possuem funcionários suficientes para remanejar para lá. Por falar nisso, além da gente construir o pátio, toda a parte de segurança ficou a cargo do DNIT, que são as câmeras, iluminação do pátio, alambrado, enfim.

Diário – E aí estará pronta a ponte finalmente superintendente?
Fábio – Sim, a obra da Aduana é orçada em R$ 14 milhões e trabalhamos com uma previsão para entregar tudo em setembro de 2016, conforme acertado em reunião com o Itamaraty, Ministério do Planejamento e o Dnit.

Diário – E sobre os dois lotes restantes do trecho norte da BR 156 que ainda não são pavimentados?
Fábio – O anteprojeto já está pronto, já fizemos a análise de risco a semana passada em Brasília e já está na central de licitação, portanto que no próximo mês já vai estar licitado para que a empresa vencedora ou as empresas vencedoras dos lotes num prazo de 90 a 120 dias possam fazer o projeto executivo que já está aprovado pelo colegiado da diretoria.

Diário – Fazendo isso nesse período é possível que no verão deste ano as obras sejam retomadas?
Fábio – Nessa questão de prazo eu gosto de alongar mais para não gerar expectativas e ansiedade para a sociedade, então essa rodovia que tem mais de quarenta anos sendo construída, são 600 quilômetros dos quais apenas 500 ficaram prontos. Então eu acredito que o ano que vem nós já devemos iniciar as obras. Agora independente do verão, a gente tem 28 pontes para serem construídas e essas obras podem ser executadas no inverno. Já o lote 4, que é o trecho sul, nós também estamos com uma expectativa de iniciar esse projeto a partir de julho deste ano.

Diário – No trecho urbano da BR 210, que foi duplicado, alguns moradores da zona norte estão reclamando do fechamento de um retorno na bifurcação da estrada com a rodovia do Curiaú, a AP 070. Por que fechar aquele retorno?
Fábio – Por uma questão de segurança. A regra é que os retornos devam obedecer uma distância mínima de 600 metros, devido a aceleração e a desaceleração, além disso, quem vinha pela rodovia do Curiaú precisava logo que acessava a BR 210 atravessar a pista, portanto completamente fora das regras de trânsito tanto do DNIT como do Denatran. Com relação ao congestionamento no retorno mais adiante, no Infraero 2, nós proibimos a conversão por parte de caminhões e carretas, que terão que fazer a conversão somente em frente ao Brasil Novo.

Diário – E sobre as multas emitidas pelo DNIT para quem trafega acima da velocidade máxima nos pardais que acabam de ser instalados a BR 210. Estão valendo?
Fábio – Sim, a primeira câmera começou a funcionar dia 29 de janeiro e pela última estatística que temos já foram lançadas 2.800 multas até abril. Essas multas são eletrônicas e já vão direto para o sistema, cujo valor depende do quanto a velocidade máxima prevista para o trecho, que é de 60 km/h, for excedida, portanto varia entre R$ 72 até R$ 941, dentro das gradações de leve, moderada, grave e gravíssima, o que resulta ainda em perda de pontos na carteira do condutor. Isso tudo a gente faz não para punir, mas para educar os motoristas, pois ali é um trecho de grande movimento, com grandes bairros, escolas e está muito bem sinalizado.

Diário – Obrigado pela entrevista superintendente e um bom trabalho ao senhor e sua equipe.
Fábio – Eu agradeço a atenção e a gente está aqui para esclarecer as dúvidas, pois a intenção do Dnit dentro do estado do Amapá e no Brasil é melhorar a trafegabilidade tanto nas rodovias quanto no perímetro urbano, tanto que a gente já reduziu quase a zero o índice de acidentes no trecho, além de acabarmos com os engarrafamentos para a zona norte.

Perfil...

Entrevistado. Fábio Vilarinho tem 57 anos de idade, nasceu na cidade de Ituiutaba, no interior do estado de Minas Gerais. É divorciado e pai de três filhos. Iniciou a atividade profissional após se formar no Curso de Técnico Agrícola, pela Escola Técnica Federal de Uberlândia. Trabalhou na Codemin (hoje pertencente à poderosa Anglo American) até ser aprovado em concurso público para o Banco do Brasil. Como bancário, onde fez carreira, atuou nos estados de Goiás, Tocantins, Amapá, Ceará e retornou ao Amapá. Em setembro de 2013 assumiu o cargo de superintendente para o Amapá do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), onde já atuava como assessor. É formado em Administração de Empresas e realiza um trabalho de vanguarda estruturando o órgão no Estado.

domingo, 17 de abril de 2016

ANTÁRTIDA | Presidente da Soamar-AP realiza viagem ao continente gelado



REPORTAGEM/ O presidente da Soamar-AP, empresário Glauco Cei, conta detalhes da aventura até o Pólo Sul a convite da Marinha do Brasil
Glauco Cei faz questão de abrir a bandeira do Amapá em pleno Continente do Gelo. A viagem ao Polo Sul foi uma das maiores experiências de viagem que esse experiente turista diz já ter feito. Ele fez o trajeto a convite da nossa Marinha.

Por Cleber Barbosa 
Editor de Turismo

O empresário amapaense Glauco Cei, é o que se pode chamar de um viajante “rodado”, com inúmeras viagens internacionais registradas no passaporte. E na memória, claro. Ele já esteve nos cinco continentes a passeio ou a trabalho. Mas no mês passado surgiu um convite que ele diz ter sido uma agradável surpresa, afinal iria para onde jamais esteve, um sonho mesmo: A Antártida.  Essa experiência, que ele reputa como sendo “de vida” é a história a ser contada neste domingo pelo Diário do Amapá, na volta da promoção “Minha Viagem Inesquecível”.
Primeiro ele registra que o ineditismo da viagem vem também do fato de que não é qualquer pessoa que entra na Antártida. “Trata-se de uma base militar internacional, portanto é preciso ter uma autorização especial, que neste caso foi da Marinha do Brasil, já que o nosso país é signatário do protocolo de cooperação de vários países que mantém bases científicas no extremo sul do planeta”, relata Glauco, que é o presidente da Soamar-AP, a Sociedade Amigos da Marinha no Amapá, entidade que congrega personalidades civis e militares que são possuidoras da Medalha Amigo da Marinha.
Itirerário
A viagem do nosso personagem só pode ter começado em Macapá – onde ele mora – mas oficialmente o deslocamento iniciou no Rio de Janeiro, na Base Aérea do Galeão. De lá, a bordo em um avião Hércules C-130, da Força Aérea Brasileira, foram cinco horas de voo até Punta Arenas (Chile), onde é feita uma parada técnica para reabastecimento e embarque de equipamentos e outros meios que garantem a sobrevida e o mínimo de conforto na Antártida, onde militares e pesquisadores de universidades de toda parte do país passam meses a fio. Mais uma hora e meia até a base na Antártida – 1,5 mil km em média.
Glauco explica que o controle na entrada é também devido ao rigor das condições climáticas, onde facilmente se registra um frio de -40ºC (abaixo de zero), condições de fato inóspitas com direito a tempestade de neve. “E são exatamente essas situações do clima que proporcionam estudos sobre o nosso planeta, num enorme esforço internacional para entendermos a natureza e realizar pesquisas que proporcionam benefícios para a comunidade internacional, onde o Brasil também é um dos beneficiários”, explica Glauco. Ele também lembra que animais marinhos como as gigantes baleias Jubarte, habituês da Antártida, também costumam percorrer a Costa Sul do Brasil. “A Antártida é um berçário de várias espécies, o que já valeria o ingresso”, diz Cei.


Como fazer turismo na "terra do fim do mundo"
Se a entrada na Antártida é limitada, especialmente na Estação Antártica Comandante Ferraz, Glauco Cei lembra que existem voos regulares para algo ali perto, em Ushuaia, a cidade mais austral do mundo – também conhecida como o Terra do Fim do Mundo – que tem pouco mais de cem anos e já possui uma história riquíssima com um entorno paisagístico espetacular contornado por bosques, montanhas, rios e lagos. Está localizada na Ilha da Terra do Fogo, na Argentina. É o ponto de partida para percorrer e descobrir lugares únicos como navegar no Canal de Beagle, alcançar o Farol do Fim do Mundo, percorrer o Parque Nacional mais austral do mundo, e partir desde sua baia até a imensa e misteriosa Antártida. Tudo isso alimenta ainda hoje a imaginação dos aventureiros de todo o planeta. Em Ushuaia as opções são variadas em qualquer época do ano, podendo-se percorrer suas belas paisagens em carro, caminhando, cavalo, trem e navegando, desfrutando e praticando várias atividades como trekking, pesca com mosca, canoísmo, ciclismo, estâncias e observação de flora e fauna. Possui hotelaria de nível internacional com estabelecimentos de até 5 estrelas e uma excelente gastronomia.

Como aconteceu a presença brasileira no continente polar sul das Américas
Em maio de 1975, o Brasil assinou o Tratado da Antártica, passando a integrá-lo com membro aderente, sem direito a voto nas deliberações. No segundo semestre desse mesmo ano, criou-se um grupo de trabalho interministerial, sob coordenação do Ministro das Relações Exteriores, com o propósito de reunir subsídios para formulação de uma política nacional relativa ao assunto e propor as primeiras medidas concretas para a atuação brasileira na Antártica. No início da década de sessenta, oficiais hidrógrafos passaram a atuar como observadores, em expedições chilenas à Antártica. Posteriormente, oficiais de outras especialidades também acompanharam operações inglesas, argentinas, russas, e alemães, além das chilenas.
Com a decisão adotada pelo Governo em 1981, de enviar uma expedição brasileira à Antártica, adquiriu-se à Dinamarca um navio polar, Thala Dan, que recebeu, no Brasil, a classificação de Navio de Apoio Oceanográfico e o nome de Barão de Teffé. A fim de evitar despesas decorrentes da criação de um novo órgão, como se preconizara inicialmente, as tarefas que competiriam àquela foram atribuídas à Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), com sua secretaria executiva, a SECIRM, conduzida pelo Ministério da Marinha.
Em 23 de agosto de 1983, o avião C-130 Hercules, da Força Aérea Brasileira, pousou na pista de pouso da Estação Marsh, na Ilha do Rei George, do Chile, na Antártica, inaugurando o Voo de Apoio Antártica, que vem sendo realizado sete durante as Operações Antárticas. Nas operações seguintes, a estação foi ampliada e a participação do País se consolidou notadamente com a expansão da permanência das equipes: desde 1985, a ocupação de Ferraz passou a ser em tempo integral, com as equipes de verão e inverno revezando-se. 

Curiosidades
- O Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) é um programa da Marinha do Brasil, que tem presença no continente da Antártida. Ele coordena a pesquisa e o apoio operacional para a pesquisa na região. Atualmente, mantém uma estação de pesquisa durante todo o ano na Antártica (Estação Antártica Comandante Ferraz), bem como vários acampamentos sazonais. Ele também mantém dois navios de investigação que navegam nas águas da Antártida .

1975
Ano de entrada do Brasil no Continente Gelado.

PASSAPORTE