Este Blog é destinado a compilar ideias, pensamentos e notícias que ajudem a se saber mais a respeito da Marinha do Brasil, por iniciativa da Sociedade Amigos da Marinha, no Amapá. A Soamar-AP é composta por personalidades agraciadas com a Medalha "Amigo da Marinha", além do corpo de oficiais da ativa, da reserva e de seus sócios Beneméritos e Honorários.

Segurança da Navegação

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ordem do Dia do Comandante do Navio Patrulha Amapá, que chega hoje aos 40 anos na Armada.




Nos anos 70, o Mundo assistia uma desregulamentação do sistema monetário internacional com a crise do petróleo, o Reino Unido elegia Margareth Thatcher como Primeira Ministra Britânica em uma Grã-Bretanha em declínio econômico em meio a crises no setor financeiro e os Estados Unidos retornavam suas tropas do Vietnã com o peso da derrota contra um aliado da ex-União Soviética. 
 Vivíamos no Brasil um alavancamento industrial sem precedentes, sob o slogan "Ninguém segura este País", fruto do Milagre Econômico brasileiro, um PIB crescendo de 7% a 13% ao ano, um aumento significativo na nossa infraestrutura, maior oferta do nível de emprego proporcionado pelos investimentos no desenvolvimento industrial, em especial no setor de siderurgia, geração de eletricidade, indústria petroquímica e constrói a maior ponte de concreto do hemisfério sul, ligando duas importantes regiões metropolitanas, Rio e Niterói e a inaugura em março de 1974. No campo dos esportes, o Brasil de Pelé era tricampeão mundial de futebol na Copa do Mundo do México em
1970. Na década de 70, construímos no AMRJ, 02 fragatas Classe "Niterói", 06 NaviosPatrulha Costeiros Classe "Piratini", 02 Navios-Patrulha Classe "Pedro Teixeira", 03 EDCG e simultaneamente no estaleiro Mac Laren, em Niterói-RJ, estavam sendo construídos os NPaFlu Classe “Roraima”, com projeto desenvolvido pelo ContraAlmirante (EN) Jorge Alberto Marques Vasquez.
 Nesse contexto, tínhamos no timão de nossa Instituição o Ministro da Marinha, Exmo. Sr. Almirante-de-Esquadra Geraldo Azevedo Henning, que como meta impulsionou indústria naval, desenvolvendo projetos de navios de guerra mais modernos e adequados ao cumprimento das tarefas atribuídas pela Marinha do Brasil.
 O nome do Navio é uma homenagem ao Estado brasileiro do Amapá, sendo também uma árvore amazônica da família das apocináceas (Harcónia Amapá). É o terceiro navio da Marinha do Brasil a ostentar este nome, sendo os outros dois a Canhoneira Fluvial Amapá e Canhoneira Amapá, tendo servido também sob o Comando da Flotilha do Amazonas no início do século XX.
 A incorporação do Navio-Patrulha Fluvial “Amapá” à Armada, ocorrida há exatos 40 anos, representa um ponto de inflexão no conceito de se alcançar os extremos navegáveis na Amazônia, pois aliado aos registros históricos dos demais navios da mesma Classe, pode apresentar marcas de ineditismo na navegação, desbravando águas ainda não alcançadas na época por Navios da Marinha do Brasil. 
               Nesse momento, é por dever de justiça, que rendemos as nossas homenagens ao
Sr. Walter Miguel da Costa, Mestre do estaleiro Mac Laren na construção do NPaFlu “Amapá”, esse homem transformou o suor do seu rosto em um consagrado Navio da nossa Marinha. O senhor Walter, pai do CMG Ivan Barros da Costa, ex-Comandante da Flotilha do Amazonas entre os anos de 1992 e 1994, ainda hoje labora na Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental emprestando sua grande experiência profissional para o cumprimento da missão daquela OM.  
 Além disso, devo rememorar o espírito desbravador do Comandante César Ricardo Cristalli e tripulação do “Patrulheiro da Amazônia” ao navegar entre as Bacias do Amazonas e Orinoco em junho de 1982, atingindo um novo ponto extremo navegável a cidade de San Fernando de Atabapo (Venezuela). Tal feito foi enfrentado com diversas dificuldades como as cachoeiras de São Gabriel da Cachoeira no Rio Negro, fortes correntes do Canal do Cassiquiare, a corredeira de Santa Bárbara no Rio Orinoco em rios pedregosos e pouca profundidade.
 Os 40 anos do NPaFlu “Amapá” na Amazônia são traduzidos em 4.072 dias de mar e 454.064,9 milhas navegadas em inúmeras ações de Patrulha-Naval, Busca e Salvamento, Operações Ribeirinhas, Ações Civico Sociais (ACISO) e Assistências médico-odontológicas em comunidades ribeirinhas, levando a presença do Estado brasileiro em regiões de difícil acesso e algumas vezes isoladas. Além disso, nosso Navio vem operando em conjunto com o Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, outros Órgãos Federais, Estaduais e Municipais, além de operar com as Marinhas amigas do Peru, Colômbia e Equador em perfeita sinergia.
 Todo o esforço operativo não seria possível se não contássemos com o apoio irrestrito do Comando do 9º Distrito Naval desde os tempos do Comando Naval da Amazônia Ocidental, Comando da Flotilha do Amazonas, Estação Naval do Rio Negro,
Batalhão de Operações Ribeirinhas, Centro de Intendência da Marinha em Manaus, 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, Policlínica Naval de Manaus e a vibração e entusiasmo pela Marinha do Brasil que nos contagia dos nossos companheiros soamarinos, em especial a SOAMAR-AP com o Presidente em exercício Sr. Glauco Cei e do jornalista Sr. Cléber Barbosa.
 Nesses 40 anos do Navio subordinado ao Setor Operativo, o Brasil passou por mudanças políticas profundas e crises econômicas como a que passamos atualmente, entretanto, se não fosse o profissionalismo, dedicação, criatividade e a capacidade de inovar dos nossos marinheiros, desde o grupo de recebimento em 1976 até os dias de hoje, não teríamos assegurado e aprimorado as nossas capacidades operativas em sua plenitude ao longo do tempo, bem como subsidiar o planejamento para a aquisição de equipamentos modernos de navegação, comunicações e eletrônica embarcada.
 Enfim, traduzo o “Patrulheiro da Amazônia” como um Navio com grande capacidade de manobra, pequeno calado, motores de elevada confiabilidade e potência, armamentos capazes de salvaguardar os interesses nacionais nos rios transfronteiriços e principalmente, ter em seu guarnecimento militares com espírito desbravador e guerreiro e que quebram paradigmas, assim como os patrulheiros que tripularam este Navio no passado, vislumbrando continuamente o aprimoramento da razão de ser do nosso barco, a Patrulha-Naval nos rios da Amazônia. 

 “PATRULHAR, PROTEGER E INTEGRAR”
LUIZ CARLOS CALVO DOS SANTOS JUNIOR
Capitão-de-Corveta
Comandante


Tragédia do barco Novo Amapá completa 35 anos. E segue um mistério.

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No dia 6 de janeiro de 1981, o barco Novo Amapá, que transportava mais de 600 passageiros, naufragou
Por Jéssica Alves, do Jornal do Dia 

Há exatos 35 anos a população amapaense recebia as notícias de que um barco havia virado no Rio Cajari, a caminho do município de Laranjal do Jarí. Dois dias depois começavam a chegar os primeiros corpos e só aí se percebeu o tamanho da tragédia, um dos maiores naufrágios da história amazônica.
No dia 6 de janeiro de 1981, o barco Novo Amapá, que transportava mais de 600 passageiros, naufragou após partir do então Território Federal do Amapá em direção ao Pará.
A viagem durou aproximadamente sete horas até que a embarcação tombou próximo ao município de Monte Dourado (PA).

Informações da Capitania dos Portos apontam que o barco tinha capacidade para transporte de 400 pessoas e meia tonelada de mercadoria, mas naquela trágica tarde o Novo Amapá deixou o porto de Santana com 650 passageiros e quase uma tonelada de carga comercial, fato que é tido até hoje como o principal motivo da tragédia que vitimou mais de 400 pessoas.
A tragédia demorou 24 horas para se tornar notícia na região e cerca de 48 horas para ganhar as manchetes do mundo. O New York Times de 10 de janeiro estampava em sua primeira página o título “Tragédia na Amazônia: 282 mortos” e a revista Veja de 18 de janeiro de 1989 voltou a tocar no assunto quando publicou matéria sobre a embarcação Novo Amapá, que agora navegava com o nome de Santo Agostinho.
O estudante de jornalismo Wanderson Viana produziu no fim do ano passado um documentário de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) relatando sobre a tragédia, na visão de diversos jornalistas que cobriram os fatos, como Humberto Moreira, João Silva, Paulo Silva, Sebastião Oliveira, Fernando Canto e Júlio Duarte.
Segundo eles, relatos de sobreviventes dão conta de que o Novo Amapá demorou cerca de 20 minutos para naufragar, mas como muitos estavam dormindo a tragédia só foi percebida pela maioria quando a embarcação já estava sendo inundada. “Este foi um fato traumático para muitos e meu trabalho buscou a memória dos jornalistas, também objetivando mostrar para novas gerações sobre essa tragédia, que até hoje permanece um mistério. Não tem relatos, não se encontrou culpados e nem quantas pessoas morreram”, aponta o estudante.
Memorial
No ano de 2014, a prefeitura de Santana realizou a construção de um memorial destinado às mais de 300 vítimas do naufrágio do barco Novo Amapá, ocorrido em 1981. A tragédia ‘deve ser lembrada como um dia para homenagens e reflexões’, segundo destacou o prefeito da cidade Robson Rocha, durante a abertura do memorial.
A desocupação das valas comuns onde há centenas de corpos de vítimas do naufrágio está relacionada à reivindicação da população que, segundo o prefeito, é obrigada a sepultar familiares nos cemitérios da capital por causa da superlotação no cemitério santanense. “A ideia é angariarmos esses espaços para que a comunidade possa enterrar seus entes queridos, sem afetar a memória das vítimas do naufrágio”, acrescentou o prefeito.

Peça teatral
Estreado em 2012, o Novo Amapá volta ao palco do Teatro das Bacabeiras na noite de 7 de janeiro para relembrar a tragédia do naufrágio do barco Novo Amapá. Pelo quarto ano consecutivo o Grupo Eureca e Cia Supernova de Teatro Experimental remexem uma ferida aberta no peito dos amapaenses com a peça Novo Amapá. Neste ano, a montagem ocorrerá no dia 17 de janeiro.
O espetáculo teatral é olhar artístico e sobre o maior naufrágio fluvial da história brasileira. A montagem é baseada no texto “Triste Janeiro” do jovem ator e dramaturgo Joca Monteiro que através de poemas homenageia todos os envolvidos naquele acontecimento. Neste ano, Jones Barsou estreia como diretor de encenação inserindo musicalidade ao tema.
Além da poesia, o trabalho tem influências do teatro físico, conta ainda com inserção de vídeos e é construída por meio de diversos processos de experimentações artísticas coletivas. Na peça o público é conduzido a viajar nos sonhos e encantos da infância, onde o “puc puc puc” dos barquinhos dão ao homem o prazer da libertação e as águas tornam-se a porta para descobertas e anseios de “palmo a palmo” conquistar o mundo. Na luta por este sonho, o homem se torna coisa, carga, engrenagem de um sistema mecânico que o explora de todas as formas e nos acontecimentos mais corriqueiros.
O lirismo do texto é observado durante toda a peça e se destaca em dois momentos: ao abordar a morte, tem-se o foco narrativo vindo de uma criança; e como homenagem explícita a todos que de algum modo foram tocados por aquele sinistro, em um tom quase de epílogo, o eu lírico evoca diversos heróis: em sua maioria anônimos que prestaram socorro às vitimas, mas que nunca foram reconhecidos por estes atos de humanidade.

Reajuste salarial dos militares das Forças Armadas será de 27,9%

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Brasília, 30/12/2015 – O governo encaminhou nesta quarta-feira ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que trata do reajuste salarial dos militares das Forças Armadas. A mensagem da Presidência da República foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de hoje.
O Ministério da Defesa, desde o início do ano, estabeleceu uma série de diálogos com a equipe econômica do governo. Nos últimos dias, conseguiu elevar o índice de reajuste do soldo dos militares, que anteriormente estava em torno de 25,5%, para uma média de 27,9%.
“Conseguimos a garantia de que teremos os soldos reajustados dentro das possibilidades econômicas do país”, explica o secretário-geral do Ministério da Defesa, general Silva e Luna.
A expansão da folha de pagamento de militares será concedida ao longo dos próximos quatro anos, sendo 5,5% a partir de agosto de 2016.
O reajuste será escalonado, com maiores percentuais para as graduações do início de carreira e postos intermediários, indicados como prioritários pelos Comandos das três Forças. Os índices variam de 24,39% a 48,91%.
Esse reajuste incide sobre os soldos (veja a tabela). No entanto, como as gratificações são vinculadas a ele, também terão seus valores corrigidos na composição da remuneração bruta do militar.
Dessa forma, a remuneração bruta (com as gratificações) média dos oficiais generais, que atualmente varia de R$ 21.777 a R$ 25.433, será de R$ 27 mil a R$ 31.636, em 2019.
No caso dos oficiais superiores, que atualmente ganham, com gratificação, entre R$ 14.472 e R$ 17.068, ganharão, em 2019, entre R$ 18.212 a R$ 21.340, em média.
Os oficiais subalternos e intermediários, com remuneração bruta atual de R$ 8 mil a R$ 10.878, em média, passarão a receber valores que vão de R$ 9.990 a R$ 14.309.
Os praças, que ganham atualmente remunerações que variam de R$ 1.021 a R$ 7.463, em média, passarão a receber de R$ 1.270 a R$ 9.845 até o final do período de quatro anos.
As gratificações variam de acordo com a experiência, competência, local de trabalho do militar, por exemplo. Sobre essa remuneração bruta incidem os descontos obrigatórios, como o imposto de renda, contribuição para a pensão militar e para o fundo de saúde da Força.
Tabela de Soldos 2016
FONTE: Ministério da Defesa

Batalha do orçamento da Marinha dos EUA coloca navios contra caças


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Uma diretiva recente dada pelo secretário de Defesa dos EUA que coloca caças contra navios no próximo plano de gastos de cinco anos da Marinha será um confronto para se acompanhar em 2016, com o aumento de gastos em jatos F-35C e F/A-18 às expensas dos Littoral Combat Ship.
O memorando de 14 de dezembro do secretário Ashton Carter sugere uma mudança orçamentária para ser feita ao longo do plano de gastos de 2017-2021, com menor prioridade no número de navios e mais investimento em aviões de combate, armamento e as capacidades de guerra eletrônica.
O memorando direciona o secretário da Marinha a adicionar fundos para mais 31 caças F-35C do que o número proposto e a continuar a compra de caças F/A-18E/F Super Hornet no ano fiscal de 2018.
Estas medidas seriam parcialmente compensadas ​​pela redução nos contratos do Littoral Combate Ship (LCS) para 40 navios em vez de 52 e a seleção de apenas um fornecedor: Lockheed Martin ou a General Dynamics.

LCS
A Marinha dos EUA terá de escolher qual dos dois tipos de LCS continuará construindo e selecionar apenas um fornecedor
130222-N-DR144-174
A diretiva aparentemente contraria outras propostas controversas, como o corte de três aviões Northrop Grumman E-2D, 420 mísseis Raytheon AIM-120D e um drone MQ-4C Triton.
Outras medidas orçamentárias poderiam “interromper” o desenvolvimento e implementação de novos sensores infravermelhos de rastreamento, jammers e upgrades de radar para jatos de combate da Marinha.
Enquanto essa inversão é uma boa notícia para o setor aeroespacial, o setor de construção naval e defensores dos LCS não vão afundar silenciosamente. Como observa um comentarista, a objeção declarada de Carter para a construção de 308 navios da Marinha descarta uma recomendação do painel de defesa nacional de 2014 para a construção entre “323 e 346 navios”, e negligencia a natureza de longo prazo de financiamento e construção de navios em comparação com os caças.
“Essa história ainda não acabou”, adverte o analista aeroespacial e de defesa Tom Captain da Deloitte. “O processo político está agora tomando o controle, e pode haver pessoas fazendo lobby para fazer algo diferente. Eu não acho que já acabou.”
Como exatamente esta saga orçamental vai moldar-se depende dos detalhes finais da proposta de gastos da Marinha – que deve sair no final de janeiro ou fevereiro – e a reação dos defensores do LCS no Congresso.
Super Hornets no convoo do CVN 69 - foto Marinha dos EUA
Legisladores dos EUA enviaram um sinal encorajador em novembro pela adição de fundos no ano fiscal de 2016 para 11 caças F-35 extras, sete EA-18G Growlers e cinco F/A-18E/F Super Hornet.
O caloroso abraço vem em um momento fortuito para o programa F-35, que garantiu um contrato de US$ 1,2 bilhão no final de dezembro para financiar partes para 94 aeronaves “Lote 11”.
Com a diretiva de Carter para comprar mais caças Super Hornet em 2018 e o dinheiro extra do Congresso para 2016 firma-se a linha de produção da Boeing em St Louis, Missouri, que poderia ser encerrada, sem mais encomendas.

FONTE: flightglobal.com

Novidades no Concurso de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros

O Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros 2016 vem com novidades: o ensino médio passa a ser requisito e os aprovados terão formação técnica dentro da Marinha. A previsão é de 1.340 vagas e a data de divulgação do edital ainda será definida. Os rendimentos iniciais são de R$1.617, chegando a R$2.500 após três anos.
Os interessados devem ser brasileiros natos ou naturalizados, solteiros, do sexo masculino e terem entre 18 e menos de 22 anos no dia 1º de janeiro de 2017.
Escolha da área no ato da inscrição
Na inscrição, a novidade é que o candidato deverá escolher uma entre três grandes áreas para trabalhar futuramente: Apoio, Eletroeletrônica ou Mecânica. Durante três anos, o militar atuará em uma dessas três áreas como Marinheiro Especializado. No terceiro ano, ele escolherá uma especialidade dentro da área escolhida. São elas:
  • Eletroeletrônica: Armamento, Armamento de Aviação, Aviônica (Aviação Naval), Comunicações Interiores, Comunicações Navais, Controle Aéreo, Direção de Tiro, Eletricidade, Eletrônica, Faroleiro, Hidrografia e Navegação, Operador de Radar, Operação de Sensores de Aviação e Operador de Sonar.
  • Mecânica: Caldeiras, Carpintaria, Estrutura e Metalurgia de Aviação, Hidráulica de Aviação, Manobras e Equipamentos de Apoio de Aviação Máquinas, Mecânica, Metalurgia, Mergulho, Motores e Motores de Aviação.
  • Apoio: Arrumador, Barbeiro, Cozinheiro, Enfermagem, Escrita, Manobras e Equipagem de Aviação, Manobras e Reparos, Paiol e Sinais.
Ao final do terceiro ano, após o curso de especialização com duração de um ano, o Marinheiro será nomeado Cabo, recebendo diploma de formação técnica dentro da área escolhida, reconhecida pelo MEC, com remuneração de cerca de R$ 2.500.
Etapas do Concurso: provas têm novas disciplinas
Com a mudança de escolaridade, a disciplina de Ciências foi substituída por Física e Química. Já Português e Matemática continuam no conteúdo programático. As demais etapas permanecerão as mesmas, como as Verificações de Dados Biográficos, de Documentos, a Inspeção de Saúde, o Teste de Aptidão Física (natação e corrida) e a Avaliação Psicológica.
O Curso de Formação contará com duas etapas: formação militar-naval como Aprendiz-Marinheiro e a novidade é que, na segunda fase, já como grumete, o aluno fará curso especialização inicial em uma das três áreas escolhidas. A duração será de 48 semanas e será realizado nas Escolas de Aprendizes Marinheiros de Florianópolis, de Fortaleza, de Recife e de Vila Velha. Durante todo esse tempo, o aluno recebe uma bolsa-auxílio de R$790.

SERVIÇO
Concurso Público de nível médio – Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros
Edital: data a definir
Informações à imprensa: comsoc@densm.mar.mil.br
Site: www.ingressonamarinha.mar.mil.br


Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Tribunal Marítimo retoma julgamento de processo contra mineradora Anglo American.

Do Portal Diário

O Tribunal Marítimo do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, abriu prazo de cinco dias para que Procuradoria Especial da Marinha (PEM) apresente as provas no processo que trata do acidente e fato da navegação envolvendo o terminal flutuante Anglo Ferrous Amapá Mineração Ltda., não inscrito, o NM "SABRINA VENTURE, de bandeira de Hong Kong e outras embarcações, ocorrido no rio Amazonas, Santana, Amapá, em 28 de março de 2013.
No processo, a Procuradoria Especial da Marinha representa contra o engenheiro José Luiz de Oliveira Martins, à época diretor-geral da mineradora no Amapá. Martins foi notificado através do Diário Oficial da União (DOU), pelo juiz Geraldo de Almeida Padilha, relator do processo.
A representação da Procuradoria Especial da Marinha narra que no dia 23 de março de 2013, por volta das 00h15min ocorreu um desbarrancamento da margem do rio Amazonas, na altura do Terminal Flutuante Anglo Ferrous Amapá Mineração Ltda, do tipo flutuante, não inscrito na Capitania dos Portos, não certificado e não registrado, propriedade da pessoa jurídica Anglo Ferrous Amapá Mineração.
Como conseqüência do desmoronamento de terra, houve elevação do nível do rio, fazendo com que águas atingissem o convés do N/M SABRINA VENTURE, que se encontrava atracado no terminal flutuante para trabalho de carregamento de minério de ferro. Laudo de exame pericial apontou que o incidente gerou acidentes pessoais correspondentes à morte de seis pessoas, além de avarias e naufrágio de diversas embarcações.
Já um laudo independente, realizado por solicitação da mineradora, aponta que o acidente ocorrido no Porto de Santana teria sido causado pelo movimento de massa do solo argiloso.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Marinha do Brasil realiza Ação Cívico-Social na Casa da Hospitalidade, em Santana (AP)



No dia 14 de setembro, as equipes de saúde do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) Carlos Chagas, subordinado ao Comando do 9º Distrito Naval, em Manaus (AM), apoiada pelos militares da Capitania dos Portos do Amapá (CPAP), executaram Ações Cívico-Sociais, na “Casa da Hospitalidade”, em Santana (AP). A instituição apoia crianças e pessoas com deficiência, acolhendo atualmente 117 crianças e adolescentes que se encontravam em situação de risco social.
        Durante a ação, a Casa de Apoio foi beneficiada com 72 atendimentos médicos/odontológicos, além de fornecimento de medicamentos, palestras sobre higiene oral e doações de material de higiene.
        A CPAP registrou a importância desse tipo de ação social para a comunidade ao contribuir com a melhoria da qualidade de vida daquelas crianças e adolescentes, reforçando os tradicionais laços de amizade que unem a Marinha do Brasil ao povo amapaense.





Militares da CPAP e do NAsH “Carlos Chagas” em atendimento na Casa da Hospitalidade, em Santana (AP)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

PF apreende drogas e madeira ilegal em operação em Macapá e Santana

Operação da Polícia Federal apreendeu madeira ilegal em Macapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Operação da Polícia Federal apreendeu madeira ilegal em Macapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
 
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (21) no Amapá a operação 'Boiúna', em áreas portuárias de Macapá e Santana, a 17 quilômetros da capital. Uma pessoa foi presa e foram apreendidas pasta base de cocaína, maconha e madeira ilegal. A PF prometeu divulgar mais detalhes sobre a operação nesta segunda-feira.
Dois quilos de cocaína foram encontrados com homem em Santana (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Dois quilos de cocaína foram encontrados com homem em Santana (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
 
Segundo o delegado João Bastos, que participou da ação, o objetivo foi repreender crimes ambientais e tráfico de drogas e armas. De acordo com ele, o homem que foi preso durante a operação seguia do município de Santarém, no Pará, para Santana. No Porto do Grego, ele foi abordado pela PF e na mochila dele foram encontradas as substâncias entorpecentes, conforme informou o delegado.
“Ele alega que colocaram [a droga] na mochila dele à noite, e só percebeu quando acabou um jogo. Mesmo assim ele não comunicou ao proprietário da embarcação que tinham mexido na bolsa dele. Só durante a abordagem que ele ficou nervoso e falou que colocaram a droga na bolsa”, disse o delegado Bastos. O homem foi preso em flagrante e encaminhado para a sede da superintendência da PF, na capital.
Com ele, foram encontrados 2 quilos de pasta base de cocaína e “trouxinhas” de maconha. Também foi apreendida durante a operação carga de madeira ilegal, segundo o delegado.
João Bastos, delegado da Polícia Federal (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
João Bastos, delegado da Polícia Federal (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
 
 “Equipes da Polícia Federal estavam em outras áreas de Macapá e provavelmente [apreenderam] madeiras [que estavam] sem Documentação de Origem Florestal [DOF]”, informou Bastos.
A quantidade de madeira e outros produtos apreendidos ainda será divulgada pela PF nesta segunda-feira. A operação foi planejada pelo Grupo Especial de Polícia Marítima (Gepom) da PF, e contou com o apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Receita Federal.

sábado, 19 de setembro de 2015

Em nota, Capitania dos Portos comunica suspensão de buscas no Rio Jari


MARINHA DO BRASIL
CAPITANIA DOS PORTOS DO AMAPÁ
Avenida Cláudio Lúcio Monteiro, nº 2000 - Vila Daniel -Santana-AP
Fone: (96) 3281-5480

Santana-AP, 18 de setembro de 2015.


NOTA À IMPRENSA


A Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) informa que foram suspensas as buscas pelos desaparecidos do naufrágio da Embarcação ROSA DE MAIO. ocorrido no dia 12/09/2015, às 23h00, na localidade conhecida como Canal do Maruim, próximo à Boca do Jari, no município de Vitória do Jari-AP.

Durante as ações de busca pelas vítimas do naufrágio foram empregados:

1)      A Lancha Balizadora Costeira (LBCO) Marco Zero e uma Embarcação tipo casco rígido pequena pertencentes à CPAP;

2)      O Navio de Assistência Hospitalar (NASH) Carlos Chagas, também da Marinha do Brasil, e o helicóptero que o acompanha, que fez sobrevoos sobre a área de busca;

3)      Uma lancha LAEP-10 do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP);

4)      Diversas embarcações miúdas de moradores da região; e

5)      Oito militares da Capitania e uma guarnição do CBM-AP, incluindo quatro mergulhadores.

Uma área de 144 Km2 (correspondente a cerca e 17,5 campos de futebol) foi coberta durante as buscas.

Cabe salientar que o local onde houve o afundamento possui profundidades entre 35 e 40 m, impossibilitando a ação dos mergulhadores do CBM-AP e do CBM-PA, ademais, há uma forte correnteza na região além de densa quantidade de troncos e árvores submersas.

            Um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação foi instaurado pela Capitania, no intuito de apurar as causas do naufrágio, com prazo para conclusão de 90 (noventa) dias.

            A Marinha do Brasil, por intermédio de seus SALVAMAR - Serviço de Busca e Salvamento da Marinha, distribuídos pelos seus Distritos Navais em todo o país, recebe rotineiramente várias solicitações de resgate (SAR – Search and Rescue) e sempre empenha meios, homens e recursos para o cumprimento de suas atribuições e competências constitucionais, no que tange à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana nas vias navegáveis.


Se liga, Você é o Capitão!”
Segurança da Navegação: Todos somos responsáveis”
             Disque Segurança da Navegação: 0800-280-7200

Presidente da Soamar quer comemorar no estado os 40 anos do Navio Patrulha Amapá

O presidente da Sociedade Amigos da Marinha no Amapá (Soamar-AP), empresário Glauco Cei, disse neste sábado (19) que irá formalizar pedido à Marinha do Brasil para autorizar o deslocamento do Navio-Patrulha Amapá – atualmente lotado em Manaus – para que se desloque a Macapá em janeiro de 2016 para receber justas homenagens por parte do estado que lhe empresta o nome, afinal estará completando 40 anos de relevantes serviços prestados ao país através da Marinha.
Atualmente o navio tem como comandante o capitão-de-corveta Luiz Carlos Calvo dos Santos Júnior e é considerado uma das embarcações mais importantes no patrulhamento das águas brasileiras na região da Amazônia Ocidental.
O atual comandante do NPaFlu Amapá é o capitão-de-corveta Luiz Carlos Calvo dos Santos Júnior

Histórico
O NPaFlu Amapá (P-32) é uma embarcação da Marinha do Brasil, da Classe Roraima, que exerce a função de navio-patrulha fluvial.
Construído pelo estaleiro MacLaren Estaleiros e Serviços Marítimos, em Niterói, foi lançado ao mar em 10 de março de 1974 e incorporado à Armada em 12 de janeiro de 1976, operando desde então nas águas da bacia fluvial amazônica.

Origem do nome
O nome do navio é uma homenagem ao estado brasileiro do Amapá. Amapá é uma árvore amazônica, que pertence a família das apocináceas (Hancórnia Amapá).
Este é o terceiro navio da Marinha brasileira a ostentar este nome. Os outros foram: Canhoneira Fluvial Amapá (1904) e Canhoneira Amapá (1912).





Missão
Esta subordinado ao 9º Distrito Naval e da Flotilha do Amazonas (FlotAM), operando a partir de Manaus (AM).
O "Patrulheiro da Amazônia" navega sob o lema "Patrulhar, Proteger e Integrar".

Características
•Deslocamento: 340 ton (padrão), 365 ton (carregado).
•Dimensões: 46.3 m de comprimento, 8,45 m de boca e 1,37 m de calado.
•Propulsão: ◦2 motores diesel VOLVO PENTA de 6 cilindros V 616/18TL gerando 1.825 bhp.
•Velocidade: 17.5 nós (máxima).
•Raio de Ação: 6.000 milhas náuticas à 11 nós, autonomia de 30 dias.
•Armamento:
- 1 canhão Bofors L/70 de 40 mm;
- 4 metralhadoras .50 pol. (12.7 mm) reparos singelos;
- 2 morteiros de 81 mm ;
- 2 metralhadoras.50;
- 2 metralhadoras Oerlikon de 20 mm.
•2 LAR - Lanchas de Ação Rápida
•Tripulação: 48 homens (5 oficiais).
•Outras instalações:
- consultório médico;
- consultório dentário;
- enfermaria.

O Navio Patrulha Fluvial Amapá nos dias atuais




Almirante Alipio Jorge concede primeira entrevista à SOAMAR-AP após assumir 4º DN

O vice-almirante Alípio Jorge, que acaba de assumir o Comando do 4º Distrito Naval
Cleber Barbosa
Da Redação 
Soamar Amapá – O senhor acaba de assumir o Comando do 4º Distrito Naval e nessa primeira visita à Guarnição Militar do Amapá como encontrou a representatividade da Marinha do Brasil por aqui almirante?

Alípio Jorge – Efetivamente essa foi uma excelente oportunidade de poder participar com o general Ferreira da entrega do diploma de cidadão honorário do estado do Amapá. Ao mesmo tempo, como primeira visita oficial ao estado no comando do 4º Distrito Naval, poder visitar o governador, o prefeito de Santana, a Companhia Docas e fazer a visita de inspeção na nossa Capitania Fluvial do Amapá, o que foi muito importante para mim nesse momento. Estar aqui, conversando com todos para ter o sentimento do governo e das pessoas sobre a participação da Marinha nessas atividades do estado e do município.
Diário – A população do estado vem acompanhando ao longo dos anos o crescimento da presença da Marinha no estado, desde a Delegacia até a criação da Capitania dos Portos, então a pergunta é sobre o olhar do Alto Comando para esta região da Foz do Amazonas?

Alípio – A missão da Marinha na Foz do Amazonas na verdade começou até com os portugueses... [risos] E a Marinha do Brasil tem procurado dar prioridade e importância. Paulatinamente, tem procurado incrementar as atividades da Capitania aqui. E diferente até de outras regiões do Brasil, aqui na região da Foz do Rio Amazonas as atividades da Marinha do Brasil podem ser vistas. O navio quando se afasta do litoral a população não vê mais, mesmo que ele fique um mês operando. E aqui as atividades são mais voltadas para a parte da inspeção naval, a parte da formação das pessoas que trabalham no rio, a conscientização da segurança da navegação, enfim, tudo isso é muito importante e essas atividades nós procuramos incrementar cada vez mais.
Soamar – A Marinha do Brasil aqui no Amapá faz um trabalho mais administrativo então, portanto a parte mais operacional se concentra em Belém, no seu distrito Almirante?

Alípio – Isso. A Marinha, diferente do Exército, por exemplo, ela não deve estar na cena de ação parada. Ela deve estar na área de interesse em movimento, então nós temos uma característica que é a mobilidade, ou seja, poder chegar rapidamente a qualquer local, e o que nós chamamos de permanência. Então a Marinha sai com seus navios, vai para uma área e permanece numa área muito tempo. Então o fato da Base ser em Belém, e é uma posição já antiga lá, isso não quer dizer que na parte operativa a prioridade seja o estado do Pará, ele não é. O nosso Distrito prioriza as operações no mar do Piauí ao Amapá e prioriza nos rios os estados do Pará e do Amapá principalmente.
Soamar – Já que o senhor está explicando essas diferenças entre a Força Terrestre através do Exército e a Força Naval, que é a Marinha do Brasil o que é possível falar em relação à instalação de uma Brigada do Exército no Amapá. A exemplo do Exército a Marinha também poderá aumentar seu efetivo por aqui?

Alípio – Não o fato do Exército estar aumentando a sua participação, mas o fato da Marinha continuar fazendo estudos sobre aonde ela se faz mais necessária. Então temos estudos, temos estudos no estado do Amapá, mas ainda sem nenhuma definição sobre aonde nós podemos ter alguma organização a mais. Mas eu repito, o mais importante não é ter uma organização, o mais importante é ter os militares da Marinha e as embarcações, navios e lanchas, apoiando e participando das atividades marítimas.
Soamar – Particularmente o que poderá ser uma marca de seu comando à frente do 4º Distrito Naval, o que o senhor vislumbra como política de gestão para esses próximos dois anos e que pode adiantar para gente?

Alipio – Eu não quero dizer que eu tenho uma meta, um objetivo principal pessoal. O que eu vou procurar é observar o que é mais importante para as regiões, pois entendo que mais importante do que atender um propósito meu é procurar apoiar os objetivos das regiões, então vou buscar o desempenho das atribuições das atividades da Marinha apoiar o desenvolvimento econômico e social através das nossas atividades. O mais importante é o que é necessário para cada região e como a Marinha pode, desempenhando as suas atividades, contribuir para isso.
Soamar – Para fechar Almirante, qual mensagem o senhor poderia deixar para aquelas pessoas que diariamente utilizam aquilo que se chama de estradas dos ribeirinhos, que são os nossos rios infindáveis da região amazônica, na área que a Marinha do Brasil tem essa jurisdição bem grande aliás. Um ‘aviso aos marinheiros’, como se diz no jargão naval?

Alipio – O mais importante é a vida humana. Então que cada um que use os rios tenha a preocupação de buscar a habilitação necessária para usar o rio, navegar com suas embarcações com segurança e contribuindo não só com as suas atividades, mas contribuindo com sua própria segurança. A vida humana é a parte mais importante, repito.
Soamar – Muito obrigado pela entrevista Almirante.

Alípio – Eu que agradeço, contem sempre com a Marinha do Brasil.
Perfil
Entrevistado. O vice-almirante Alipio Jorge Rodrigues da Silva é natural do Rio de Janeiro. Foi declarado guarda-marinha em 13 de dezembro de 1980. Entre seus principais cargos ou Comissões, o Navio-Escola “Custódio de Mello”; Fragata “União”; Navio de Desembarque-Doca “Ceará”; Imediato da Estação Rádio da Marinha em Brasília; Comandante do Navio-Patrulha Fluvial “Raposo Tavares”; do Navio- Escola “Brasil”; do Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão; Chefe do Estado-Maior da Esquadra; Coordenador da Manutenção de Meios da Diretoria-Geral do Material da Marinha; e Diretor de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha. Antes de assumir o 4º Distrito Naval, em Belém, era Diretor de Sistemas de Armas da Marinha.