Este Blog é destinado a compilar ideias, pensamentos e notícias que ajudem a se saber mais a respeito da Marinha do Brasil, por iniciativa da Sociedade Amigos da Marinha, no Amapá. A Soamar-AP é composta por personalidades agraciadas com a Medalha "Amigo da Marinha", além do corpo de oficiais da ativa, da reserva e de seus sócios Beneméritos e Honorários.

Segurança da Navegação

sábado, 19 de setembro de 2015

Presidente da Soamar quer comemorar no estado os 40 anos do Navio Patrulha Amapá

O presidente da Sociedade Amigos da Marinha no Amapá (Soamar-AP), empresário Glauco Cei, disse neste sábado (19) que irá formalizar pedido à Marinha do Brasil para autorizar o deslocamento do Navio-Patrulha Amapá – atualmente lotado em Manaus – para que se desloque a Macapá em janeiro de 2016 para receber justas homenagens por parte do estado que lhe empresta o nome, afinal estará completando 40 anos de relevantes serviços prestados ao país através da Marinha.
Atualmente o navio tem como comandante o capitão-de-corveta Luiz Carlos Calvo dos Santos Júnior e é considerado uma das embarcações mais importantes no patrulhamento das águas brasileiras na região da Amazônia Ocidental.
O atual comandante do NPaFlu Amapá é o capitão-de-corveta Luiz Carlos Calvo dos Santos Júnior

Histórico
O NPaFlu Amapá (P-32) é uma embarcação da Marinha do Brasil, da Classe Roraima, que exerce a função de navio-patrulha fluvial.
Construído pelo estaleiro MacLaren Estaleiros e Serviços Marítimos, em Niterói, foi lançado ao mar em 10 de março de 1974 e incorporado à Armada em 12 de janeiro de 1976, operando desde então nas águas da bacia fluvial amazônica.

Origem do nome
O nome do navio é uma homenagem ao estado brasileiro do Amapá. Amapá é uma árvore amazônica, que pertence a família das apocináceas (Hancórnia Amapá).
Este é o terceiro navio da Marinha brasileira a ostentar este nome. Os outros foram: Canhoneira Fluvial Amapá (1904) e Canhoneira Amapá (1912).





Missão
Esta subordinado ao 9º Distrito Naval e da Flotilha do Amazonas (FlotAM), operando a partir de Manaus (AM).
O "Patrulheiro da Amazônia" navega sob o lema "Patrulhar, Proteger e Integrar".

Características
•Deslocamento: 340 ton (padrão), 365 ton (carregado).
•Dimensões: 46.3 m de comprimento, 8,45 m de boca e 1,37 m de calado.
•Propulsão: ◦2 motores diesel VOLVO PENTA de 6 cilindros V 616/18TL gerando 1.825 bhp.
•Velocidade: 17.5 nós (máxima).
•Raio de Ação: 6.000 milhas náuticas à 11 nós, autonomia de 30 dias.
•Armamento:
- 1 canhão Bofors L/70 de 40 mm;
- 4 metralhadoras .50 pol. (12.7 mm) reparos singelos;
- 2 morteiros de 81 mm ;
- 2 metralhadoras.50;
- 2 metralhadoras Oerlikon de 20 mm.
•2 LAR - Lanchas de Ação Rápida
•Tripulação: 48 homens (5 oficiais).
•Outras instalações:
- consultório médico;
- consultório dentário;
- enfermaria.

O Navio Patrulha Fluvial Amapá nos dias atuais




Almirante Alipio Jorge concede primeira entrevista à SOAMAR-AP após assumir 4º DN

O vice-almirante Alípio Jorge, que acaba de assumir o Comando do 4º Distrito Naval
Cleber Barbosa
Da Redação 
Soamar Amapá – O senhor acaba de assumir o Comando do 4º Distrito Naval e nessa primeira visita à Guarnição Militar do Amapá como encontrou a representatividade da Marinha do Brasil por aqui almirante?

Alípio Jorge – Efetivamente essa foi uma excelente oportunidade de poder participar com o general Ferreira da entrega do diploma de cidadão honorário do estado do Amapá. Ao mesmo tempo, como primeira visita oficial ao estado no comando do 4º Distrito Naval, poder visitar o governador, o prefeito de Santana, a Companhia Docas e fazer a visita de inspeção na nossa Capitania Fluvial do Amapá, o que foi muito importante para mim nesse momento. Estar aqui, conversando com todos para ter o sentimento do governo e das pessoas sobre a participação da Marinha nessas atividades do estado e do município.
Diário – A população do estado vem acompanhando ao longo dos anos o crescimento da presença da Marinha no estado, desde a Delegacia até a criação da Capitania dos Portos, então a pergunta é sobre o olhar do Alto Comando para esta região da Foz do Amazonas?

Alípio – A missão da Marinha na Foz do Amazonas na verdade começou até com os portugueses... [risos] E a Marinha do Brasil tem procurado dar prioridade e importância. Paulatinamente, tem procurado incrementar as atividades da Capitania aqui. E diferente até de outras regiões do Brasil, aqui na região da Foz do Rio Amazonas as atividades da Marinha do Brasil podem ser vistas. O navio quando se afasta do litoral a população não vê mais, mesmo que ele fique um mês operando. E aqui as atividades são mais voltadas para a parte da inspeção naval, a parte da formação das pessoas que trabalham no rio, a conscientização da segurança da navegação, enfim, tudo isso é muito importante e essas atividades nós procuramos incrementar cada vez mais.
Soamar – A Marinha do Brasil aqui no Amapá faz um trabalho mais administrativo então, portanto a parte mais operacional se concentra em Belém, no seu distrito Almirante?

Alípio – Isso. A Marinha, diferente do Exército, por exemplo, ela não deve estar na cena de ação parada. Ela deve estar na área de interesse em movimento, então nós temos uma característica que é a mobilidade, ou seja, poder chegar rapidamente a qualquer local, e o que nós chamamos de permanência. Então a Marinha sai com seus navios, vai para uma área e permanece numa área muito tempo. Então o fato da Base ser em Belém, e é uma posição já antiga lá, isso não quer dizer que na parte operativa a prioridade seja o estado do Pará, ele não é. O nosso Distrito prioriza as operações no mar do Piauí ao Amapá e prioriza nos rios os estados do Pará e do Amapá principalmente.
Soamar – Já que o senhor está explicando essas diferenças entre a Força Terrestre através do Exército e a Força Naval, que é a Marinha do Brasil o que é possível falar em relação à instalação de uma Brigada do Exército no Amapá. A exemplo do Exército a Marinha também poderá aumentar seu efetivo por aqui?

Alípio – Não o fato do Exército estar aumentando a sua participação, mas o fato da Marinha continuar fazendo estudos sobre aonde ela se faz mais necessária. Então temos estudos, temos estudos no estado do Amapá, mas ainda sem nenhuma definição sobre aonde nós podemos ter alguma organização a mais. Mas eu repito, o mais importante não é ter uma organização, o mais importante é ter os militares da Marinha e as embarcações, navios e lanchas, apoiando e participando das atividades marítimas.
Soamar – Particularmente o que poderá ser uma marca de seu comando à frente do 4º Distrito Naval, o que o senhor vislumbra como política de gestão para esses próximos dois anos e que pode adiantar para gente?

Alipio – Eu não quero dizer que eu tenho uma meta, um objetivo principal pessoal. O que eu vou procurar é observar o que é mais importante para as regiões, pois entendo que mais importante do que atender um propósito meu é procurar apoiar os objetivos das regiões, então vou buscar o desempenho das atribuições das atividades da Marinha apoiar o desenvolvimento econômico e social através das nossas atividades. O mais importante é o que é necessário para cada região e como a Marinha pode, desempenhando as suas atividades, contribuir para isso.
Soamar – Para fechar Almirante, qual mensagem o senhor poderia deixar para aquelas pessoas que diariamente utilizam aquilo que se chama de estradas dos ribeirinhos, que são os nossos rios infindáveis da região amazônica, na área que a Marinha do Brasil tem essa jurisdição bem grande aliás. Um ‘aviso aos marinheiros’, como se diz no jargão naval?

Alipio – O mais importante é a vida humana. Então que cada um que use os rios tenha a preocupação de buscar a habilitação necessária para usar o rio, navegar com suas embarcações com segurança e contribuindo não só com as suas atividades, mas contribuindo com sua própria segurança. A vida humana é a parte mais importante, repito.
Soamar – Muito obrigado pela entrevista Almirante.

Alípio – Eu que agradeço, contem sempre com a Marinha do Brasil.
Perfil
Entrevistado. O vice-almirante Alipio Jorge Rodrigues da Silva é natural do Rio de Janeiro. Foi declarado guarda-marinha em 13 de dezembro de 1980. Entre seus principais cargos ou Comissões, o Navio-Escola “Custódio de Mello”; Fragata “União”; Navio de Desembarque-Doca “Ceará”; Imediato da Estação Rádio da Marinha em Brasília; Comandante do Navio-Patrulha Fluvial “Raposo Tavares”; do Navio- Escola “Brasil”; do Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão; Chefe do Estado-Maior da Esquadra; Coordenador da Manutenção de Meios da Diretoria-Geral do Material da Marinha; e Diretor de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha. Antes de assumir o 4º Distrito Naval, em Belém, era Diretor de Sistemas de Armas da Marinha.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Marinha do Brasil encerra inscrições para 100 vagas de médicos

Do G1, em São Paulo
 
A Marinha encerra nesta sexta-feira (7) as inscrições do concurso público para o ingresso no Corpo de Sáude (CP-CSM-Md), em 2015. São 100 vagas para médicos em diversas especialidades.
As oportunidades são para as especialidades de alergologia (2), anestesiologia (3), cancerologia (2), cardiologia (8), cirurgia cardíaca (2), cirurgia geral (8), cirurgia plástica (2), clínica médica (4), dermatologia (3), fisiatria/ medicina física (2), gastroenterologia (2), geriatria (3) ginecologia e obstetrícia (4) infectologia (2), medicina intensiva (2), medicina legal (2) neurocirurgia (2), neurologia (3), oftalmologia (4), ortopedia e traumatologia (5), otorrinolaringologia (4), patologia (2), pediatria (5), pneumologia (2), psiquiatria (10), radiologia (10) e radioterapia (2).
No site da Marinha, é possível ver o edital (clique aqui).
As inscrições podem ser feitas pelos sites www.ensino.mar.mil.br e www.ingressonamarinha.mar.mil.br. A taxa é de R$ 60.
A seleção será feita por meio de prova escrita, inspeção de saúde, teste de aptidão física, verificação de dados biográficos e prova de títulos.
Atendimentos médicos estão sendo realizados no Navio-Hospitalar da Marinha no Terminal Pesqueiro de Manacapuru (Foto: Sérgio Rodrigues/ G1 AM) 
Navio-Hospitalar da Marinha
(Foto: Sérgio Rodrigues/G1 AM)
 
A partir de 22 de setembro serão divulgados a data e os horários de prova. A partir de 12 de novembro, haverá a divulgação das notas dos candidatos aprovados nas provas escritas e convocação para a realização dos eventos complementares.
De 26 de novembro a 2 de dezembro, haverá a entrega de documentos comprobatórios para a prova de títulos. De 26 de novembro de 2015 e 8 de janeiro de 2016, haverá a inspeção de saúde. De 14 de dezembro de 2015 a 18 de janeiro de 2016, será aplicado o teste de aptidão física para os candidatos aptos na inspeção de saúde.
A partir de 19 de fevereiro de 2016 haverá divulgação do resultado final da seleção inicial do concurso público.

Em 7 de março de 2016 será a concentração no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (Ciaw), no Rio de Janeiro, para início do período de adaptação, verificação de documentos (fase final) e realização da avaliação psicológica.
De 7 a 27 de março de 2016 será o período de adaptação. O início do curso de formação é em 28 de março de 2016.

Médico pop, "Doutor Hollywood" visita o restaurante Estaleiro, em Macapá

O super simpático Dr. Rey desbravando as curiosidades do Estaleiro.

sábado, 11 de julho de 2015

Marinha abre 42 vagas para sargentos músicos na banda dos Fuzileiros Navais


O Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais (CPesFN) da Marinha abriu concurso para 42 vagas para admissão no Curso de Formação de Sargentos Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais (C-FSGMU-CFN) para 2016.
No site do Diário Oficial da União, é possível ver o edital (acesse aqui).
As oportunidades serão distribuídas pelos seguintes naipes: 1 vaga para flauta transversal em dó, 17 para clarinete sib, 4 para saxofone tenor sib, 1 para saxofone barítono mib, 3 para trompete sib, 3 para trompa em fá, 2 para trombone tenor dó, 4 para euphonium, 1 para tuba sib e 6 para percussão (bateria completa).
Do total das oportunidades, 20% serão reservadas para negros.
O C-FSG-MU-CFN será no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (Ciasc), no Rio de Janeiro. O curso terá duração de, aproximadamente, 18 semanas.
O candidato deve ser brasileiro(a); ser voluntário(a); ter, no mínimo, 18 anos e no máximo 24 anos de idade, referenciados em 1º de janeiro de 2016; ter concluído, com aproveitamento, o ensino médio ou curso equivalente, em estabelecimento de ensino reconhecido oficialmente; ter altura mínima 1,54m e máxima 2,00m (ambos os sexos); e possuir registro no Cadastro de Pessoas Físicas.
A matrícula no C-FSG-MU-CFN não implica em ingresso no Corpo de Praças de Fuzileiros Navais (CPFN), pois é essencial a conclusão com aproveitamento do C-FSG-MU.
Após a conclusão do C-FSG-MU-CFN, o praça especial será nomeado terceiro-sargento. Ingressará no CPFN e assumirá compromisso inicial de dois anos no Serviço Ativo da Marinha (SAM), contados a partir da data de sua nomeação.
A critério da Administração Naval, poderá realizar, também, o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, no mesmo ano de realização do C-FSG-MU-CFN. Depois será designado para servir em qualquer Organização Militar (OM) da Marinha no território nacional como terceiro-sargento.
As inscrições serão realizadas em âmbito nacional, ou nos locais de inscrição listados no Anexo A ou na página oficial do CGCFN, no endereço www.mar.mil.br/cgcfn, no link "Concursos". As inscrições poderão ser solicitadas somente de 13 de abril a 14 de maio, horário oficial de Brasília/DF. A taxa de inscrição é de R$ 44.
O concurso de admissão ao C-FSG-MU-CFN será realizado em sete etapas: exame de escolaridade, prova prática de música, verificação de dados biográficos, inspeção de saúde, teste de suficiência física, exame psicológico e verificação de documentos.
.

'Férias Seguras' vai fiscalizar portos e balneários do Amapá durante o verão

Fiscalização da Marinha vai atuar em portos e balneários do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)Fiscalização da Marinha vai atuar em portos e balneários do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)


Cerca de 40 homens da Marinha do Brasil vão atuar nos rios do Amapá. Operação visa evitar lotação em embarcações e evitar condução perigosa.

 

John PachecoDo G1 AP


A Marinha do Brasil inicia a partir de sábado (4) a operação "Férias Seguras", que vai fiscalizar e abordar o fluxo de embarcações em portos, rios e balneários do Amapá durante todo o mês de julho, mês de início do verão na região amazônica. A Capitania dos Portos prevê que cerca de 40 homens atuem em rios de todo o estado, com foco nos municípios de Macapá e Santana, cidades onde se concentram a maior parcela da população.
  •  
Lúcio Marques Ribeiro, comandante da Capitania dos Portos no Amapá (Foto: Divulgação/TV Amapá)Lúcio Marques Ribeiro, comandante da Capitania
dos Portos no Amapá (Foto: Divulgação/TV Amapá)
As abordagens vão acontecer de forma constante nos terminais de passageiros, coibindo a superlotação e o excesso de carga, fatores que podem resultar em acidentes. Nas embarcações serão avaliadas as condições de segurança como número de botes e de coletes salva-vidas.  
Um reforço extra de oficiais será enviado aoAmapá no fim de julho durante o Festival do Camarão, que acontece na cidade paraense deAfuá, entre os dias 23 e 26, e atrai milhares de amapaenses.
"Teremos para essa data o envio de um navio patrulha, pois aumenta bastante o fluxo de pessoas chegando e saindo nesses terminais", justificou Lúcio Marques Ribeiro, Capitão dos Portos do Amapá.
Nos balneários as equipes vão atuar para evitar o fluxo constante de lanchas e jet-skis entre os banhistas nas praias. "Eles [embarcações] não podem transitar em uma distância de 200 metros da praia. Não que não possam se aproximar da praia, mas isso tem que ser feito de forma ordeira, pois todos os condutores são habilitados e conhecem isso", detalha.
A condução de embarcações próximo aos locais de grande movimentações pode causar acidentes graves, como o que aconteceu em dezembro de 2014, quando um garoto de 10 anos foi atingido por uma lancha quando tomava banho no rio Amazonas, na Zona Leste de Macapá. A investigação apontou que um adolescente de 14 anos pilotava a embarcação.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Presidente da Soamar concede entrevista sobre conjuntura econômica do Amapá

Empresário Glauco Cei, presidente da Soamar no Amapá.

“É preciso fazer uma força tarefa pelo Amapá, unir a bancada, desmanchar os palanques”

 

Representante da iniciativa privada, mais precisamente das indústrias da construção civil, Glauco Cei decidiu falar a respeito de como o setor privado está fazendo a sua parte para o enfrentamento da crise enconômica e institucional que se abateu sobre o país. Ele precide desde o ano passado o Sindicato que congrega os empresários da construção, o SINDUSCOM, além de ser um dos responsáveis pela manutenção da BR 156, a Macapá/Oiapoque, via que teve o tráfego interrompido durante a semana que passou devido ao rompimento de uma galeria de drenagem. Nessa entrevista, ele dá mais detalhes sobre o que aconteceu na estrada e também projeta ações futuras para que seja concluída uma das mais antigas rodovias federais em construção no Brasil e que é a principal do Amapá. A seguir os principais trechos.


Por Ramon Palhares, para o Diário do Amapá.


Diário do Amapá - O setor que mais sofre com a atual crise é o Setor da Construção Civil. Qual a atual situação hoje da construção civil no Amapá?
Glauco Cei - Ouve na iniciativa privada e no serviço público, uma diminuição no investimento. A uma restrição de financiamento até pra casa própria agora, os juros aumentaram bastante e o cidadão está com mais cuidado na compra do imóvel e com isso gerou toda essa crise. A Construção Civil todo tempo foi responsável por 75% da mão de obra de baixa renda com isso criou todo esse problema, inclusive com o aumento da violência em Macapá.

Diário - Aqui no estado foi um ano de muitas demissões?
Glauco - Agravamos com a parada da Zamin, todo o atropelo que foi essa confusão da mineradora, havia muitos serviços da construção civil que absorvia lá com o fato da manutenção da rodovia não ter sido feita, e as outras mineradores que sem caixa pararam também, como a Unagem, foi uma crise de setor agravada ainda pela própria crise financeira do Estado.

Diário - Qual a perspectiva de melhorar? Presença do Ministro?
Glauco - O estado do Amapá, como enfatizou o ministro na sua visita ao estado precisa de muitos investimentos, só que pra isso precisa de dinheiro e é o que nós não temos. Não temos uma indústria, não se preocupou tanto num parque industrial nesse período que o que ainda faz à maior circulação de dinheiro numa determinada área, a crise no Amapá ela é muito agravada. Para se ter uma idéia. Para cada um real que é colocado no estado do Amapá, 75 centavos voltam por que precisamos comprar insumo, até nossa farinha tem que comprar de fora, ou seja a cada real, 75% sai.

Diário - O que precisa ser feito para mudar essa situação e tornar o Amapá uma potencialidade?
Glauco - As coisas aqui acontecem na marra, o Linhão [do Tucuruí] veio por que o Brasil precisa de energia, esse linhão está pra vir a 25 anos essa que é a realidade, então é preciso fazer uma força tarefa, unir a bancada, desmanchar os palanques porque o Amapá precisa crescer, o Amapá não pode crescer por alguém descobriu o petróleo ali e outra coisa, existem outros estados pleiteando as benesses disso, podemos ficar com os royalties, mas vai ser a menor parte então é necessário criar um conjunto de pessoas de setores, de segmentos quer seja na iniciativa privada, quer na governamental e política, para subsidiar. Os parlamentares precisam ser mais humildes e procurar os setores também, para que a gente possa municiá-los e juntos buscarmos um caminho pro desenvolvimento. O Petróleo está aí, se a gente não cuidar, outros estados vão fazer pressão política e vai haver um maior investimento lá e novamente vamos ficar aguardando.

Diário - Situação se arrastando a muito tempo. Falando como engenheiro responsável por alguns trechos da manutenção da BR156, como está esse trabalho?
Glauco - Ao longo desses anos todos a BR vem sendo construída há 30 anos, quando eu cheguei aqui o asfalto ia até Porto Grande, hoje você já chega até Calçoene e 50 quilômetros do Oiapoque pra cá. Esse trecho especificamente do Oiapoque ele é um trecho muito difícil porque existem três ou quatro baixões e com essa mudança climática que aconteceu não só no Amapá, mas no mundo inteiro, agravou bastante. Entendemos que a comunidade e nós também queremos isso a conclusão da estrada que já dura 37 anos nessa espera. Esse último trecho é bastante complexo em termos de técnica em construção, faltam cerca de 110 quilômetros para ser concluído. Cerca de oito anos atrás houve licitação de empresas, mas elas reincidiram contrato quando viram que a coisa não iria proliferar. É preciso ser feito um estudo muito forte, afinal são três a quatro baixões e quando chega nesse período das marés altas e a água que escorre dos rios também, temos do lado oeste o maciço do Tumucumaque e a água acaba ficando acumulada nesses baixões, com isso a água sobe, passa pra cima da pista ao longo desse tempo também aumentou o fluxo de carros para aquela região e com isso agrava o problema. Os equipamentos estão na área, foi no momento daquele rompimento e em menos de 24 horas foi feito uma passagem e o tráfego está fruindo, atoleiro com certeza tem, está difícil? Sim, mas pelo menos está passando.

Diário - Existe um contrato de manutenção permanente dessa rodovia?
Glauco - O nosso contrato é com o Governo do Estado, mas é um serviço delegado pelo Dnit ao estado do Estado do Amapá a fonte financeira é o Dnit.

Diário - O que aconteceu o porquê do rompimento daquele trecho da estrada?
Glauco - Foi uma coincidência de um repiquete de água, devido ser um baixão, a água acumulou, tinha um bueiro e então a água passou por cima da rodovia e quando a maré baixou depois de um pico de 4,1 metros de altura e quando aquela água represada vai baixando naquela região ela vai fluindo no sentido de desaguar no oceano e como o volume era muito grande e a pressão exercida na boca do bueiro foi grande e ela acabou cavitando, ou seja, ela cavou pela lateral do bueiro e ela rompeu. Já há uma passagem provisória com outro bueiro na área e já está sendo construída uma outra ponto que deverá resolver o problema.

Diário - Há tratativas no sentido de se buscar uma solução para esse impasse?
Glauco - Segundo o engenheiro responsável pelo trecho em manutenção uma reunião será marcada com representantes do Dnit, Setrap e Policia Rodoviária Estadual, para definir pontos estratégicos.

Diário - E sobre as obras de conclusão da pavimentação da BR 156, para se chegar a Oiapoque?
Glauco - Em relação ao trabalho de pavimentação da BR 156 ou a retomada da obra, apenas o Dnit poderá afirmar se estão sendo feitos ou não, mas segundo informações o impasse das medidas compensatórias com as aldeias indígenas já está sendo resolvido.

Perfil...
 
Entrevistado. O atual presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Amapá (Sinduscom) e da Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR) é o empresário Glauco Cei. Seu mandato à frente desta entidade iniciou no dia 30 de abril de 2014. É oficial da Reserva do Exército Brasileiro, onde atuou por muitos anos nos postos de 2º tenente e depois de 1º tenente de Infantaria. Ele também possui formação civil como engenheiro, tendo fundado, em 1986 em Macapá, a Etecon Construtora para atuar na construção civil com projetos e obras de engenharia. Ele também é presidente da Sociedade Amigos da Marinha, a SOAMAR no estado do Amapá. Possui vasta experiência no campo da abertura e construção de estradas no Amapá, tendo, inclusive sido um dos pioneiros na abertura da BR 156.

sábado, 25 de abril de 2015

Comando Militar do Norte desencadeia Operação Cabo Orange em Oiapoque

O Comando Militar do Norte, sediado em Belém-PA, comandado pelo General de Exército Oswaldo de Jesus Ferreira, desencadeou a Operação Cabo Orange, que objetiva coibir os ilícitos ambientais e transfronteiriços, utilizando, para isso, de patrulhamentos fluvial e terrestre nas principais localidades, instalação de Postos de Controle e Interdição Fluvial e Postos de Controle e Bloqueio de Estradas, efetuando revistas de pessoas, veículos, embarcações e aeronaves que serão realizados por tropas do Exército Brasileiro, apoiados pelos Órgãos de Segurança Pública, em ambiente interagências. A área de atuação das tropas brasileiras ocorrerá ao longo de toda a faixa de fronteira do Estado do Amapá.

Paralelamente às ações preventivas e repressivas, a Força Terrestre desenvolverá ações cívico-sociais (ACISO) para a população local, por meio de atendimentos médicos e odontológicos, apresentação da Banda de Música do 34º BIS, oficinas de leituras e apoio religioso de capelão militar, oriundo de Belém-PA.

O Exército Brasileiro empregará durante a operação, militares do Comando da Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva (Macapá/AP), do 2º Batalhão de Infantaria de Selva (Belém/PA), do 24º Batalhão de Infantaria Leve (São Luis/MA), da 23ª Brigada de Infantaria de Selva (Marabá/PA) e do 4º Batalhão de Aviação do Exército (Manaus/AM). Com isso, mais de quinhentos homens do Exército Brasileiro estarão sendo deslocados e empregados na região da faixa de fronteira compreendida entre os distritos de Clevelândia do Norte, Vila Brasil, Vila Vitória e Ponta dos Índios, ao longo da calha do rio Oiapoque.

Além do efetivo militar, serão utilizados 3 helicópteros (HM-1 Pantera, HM-2 UH-60 Black Hawk e HM-3 Eurocopter Cougar) do 4ª Batalhão de Aviação do Exército (Manaus/AM); 20 viaturas e cerca de 30 embarcações do Comando da Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva.

sábado, 21 de março de 2015

Em nota, Capitania dos Portos confirma naufrágio de barco pesqueiro no Amapá.



SelesNafes.com

NOTA À IMPRENSA

A Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) informa que, às 09h00 do dia 21 de março, tomou conhecimento do naufrágio de uma embarcação, tipo “pesqueira”, com seis pessoas a bordo, a aproximadamente 30 Km da localidade conhecida como Ponta do Cambú, no município de Calçoene-AP.

A CPAP encaminhou para o local uma equipe de Inspeção Naval para apoiar nas buscas.

Cinco (5) pessoas foram resgatadas com vida, por embarcações locais, e estão fora de perigo.

As equipes do Corpo de Bombeiros de Calçoene-AP permanecem no local efetuando as buscas pelo naufrago, o Sr. Andrei Luiz de Souza Almeida, de 30 anos.

            A Capitania instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação no intuito de apurar as causas do naufrágio, com prazo de conclusão em 90 (noventa) dias.

A Marinha do Brasil, por intermédio de seus SALVAMAR - Serviço de Busca e Salvamento da Marinha, distribuídos pelos seus Distritos Navais em todo o país, recebe rotineiramente várias solicitações de resgate (SAR – Search and Rescue) e sempre empenha meios, homens e recursos para o cumprimento de suas atribuições e competências constitucionais, no que tange à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana nas vias navegáveis.

Se liga, Você é o Capitão!”
Segurança da Navegação: Todos somos responsáveis”
             Disque Segurança da Navegação: 0800-280-7200