Este Blog é destinado a compilar ideias, pensamentos e notícias que ajudem a se saber mais a respeito da Marinha do Brasil, por iniciativa da Sociedade Amigos da Marinha, no Amapá. A Soamar-AP é composta por personalidades agraciadas com a Medalha "Amigo da Marinha", além do corpo de oficiais da ativa, da reserva e de seus sócios Beneméritos e Honorários.

Segurança da Navegação

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Caçada por submarino evoca tempos da Guerra Fria para Suécia e Rússia

Navio sueco envolvido na caçada ao submarino invasor
Navio sueco envolvido na caçada ao submarino invasor  (Reuters/VEJA)
Um submarino estrangeiro detectado no arquipélago de Estocolmo provocou nesta fim de semana a maior mobilização militar na Suécia desde a Guerra Fria, envolvendo o deslocamento emergencial de soldados, embarcações e helicópteros. Nesta segunda-feira, uma zona fechada para voos foi declarada na área de buscas.
Os primeiros alertas começaram a soar na sexta-feira e a suspeita logo recaiu sobre a Rússia, que negou envolvimento no caso e ainda apontou para a Holanda. "É um submarino de propulsão diesel-elétrica holandês Bruinvis que, na semana passada, realizava exercícios bem perto de Estocolmo", afirmou uma fonte do Ministério da Defesa russo. 
Só que o porta-voz do ministério holandês da Defesa, Marnoes Visser, também negou sua participação. "O submarino holandês não está envolvido e nós não estamos envolvidos nas operações de busca lançadas pelas forças suecas", declarou. "Participamos em manobras com a Suécia e outros navios, mas elas terminaram na terça-feira da semana passada".
Nos últimas semanas, a Suécia vem apontando uma série de invasões ao seu espaço aéreo por parte de aviões russos, esfriando as relações entre os dois países. Sobre o submarino, especificamente, as autoridades suecas limitaram-se a afirmar que receberam um alerta sobre "atividade submarina estrangeira" no litoral. O primeiro-ministro Stefan Löfven disse que, por enquanto, as missões lançadas pela Marinha são apenas para "coletar informações".
Segundo uma reportagem do jornal Svenska Dagbladet publicada no fim de semana, o serviço secreto sueco interceptou frequências de rádio em uma área entre o litoral de Estocolmo e o enclave russo de Kaliningrado, onde está localizada grande parte da frota russa no Mar Báltico.
Reuters/SWEDISH DEFENCE/VEJA
Fotografia divulgada pelo governo sueco do que seria o submarino estrangeiro em suas águas
A situação expõe a preocupação crescente sobre as intenções de Vladimir Putin na região. Em pouco mais de um mês, surgiram informações sobre um agente de inteligência da Estônia que teria sido levado por forças russas, a Finlândia reclamou da interferência de Moscou em um de seus navios de pesquisa e a Suécia fez um protesto formal sobre uma “grave violação” quando caças russos entraram em seu espaço aéreo.
“Isso pode se tornar um divisor de águas para a segurança em toda a região do Mar Báltico”, escreveu o chanceler letão, Edgars Rinkevics, em sua conta em uma rede social. Autoridades da Letônia apontaram um aumento na presença de submarinos e navios russos perto de suas águas territoriais.
Histórico – Não é a primeira vez que um submarino provoca um estranhamento nas relações entre a Rússia e a Suécia. A caçada desta semana ao submarino misterioso evoca as rotineiras invasões das águas territoriais suecas por embarcações soviéticas durante os anos da guerra fria.
No incidente mais notável, ocorrido em outubro de 1981, um submarino a diesel soviético acabou encalhando acidentalmente em uma praia sueca próxima de Karlskrona, onde está localizada a maior base naval da Suécia. No momento mais tenso do episódio, navios de guerra soviéticos tentaram forçar passagem entre a marinha sueca para resgatar o submarino. No final, os esforços de intimidação não funcionaram e os soviéticos retrocederam. O episódio só acabou depois de dez dias de tensão, quando rebocadores suecos acabaram levando o submarino para águas internacionais, onde ele foi entregue aos soviéticos.  
Houve também alarmes falsos, ocasiões em que a Suécia pensou ter detectado submarinos quando, na verdade, os sinais haviam sido emitidos por lontras.
(Com agência Reuters)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Capitania dos Portos realiza Operação Verão no Amapá e Pará

Comando da Capitania dos Portos está no município de Ferreira Gomes. Sessenta pessoas fizeram o curso de formação de aquaviário. A Marinha realiza, ainda, a fiscalização da parte documental de embarcações e a cobertura do eixo do motor

Trabalho de fiscalização nos rios do municípioTrabalho de fiscalização nos rios do município(Foto - Nira Brito)

A Capitania dos Postos no Amapá está há uma semana no município de Ferreira Gomes, distante 137 quilômetros da capital, Macapá, realizando ações de fiscalização, regularização de embarcações e orientação de segurança da navegação. O curso de formação de aquaviário, iniciado na segunda-feira, 2, encerrou nessa sexta-feira, 6, com 60 participantes sendo habilitadas, e outros 40 fazendo o curso de renovação da carteira. O curso atende a um pedido antecipado da Prefeitura de Ferreira Gomes.
“Participaram do curso de formação principalmente pessoas que trabalham com o transporte escolar fluvial de passageiros e de carga. Toda pessoa que atua na navegação deve estar obrigatoriamente habilitada. Os rios são nossas ruas e avenidas na Amazônia. Além dessa formação, estamos fazendo a fiscalização das embarcações para evitar acidentes”, disse o comandante da Capitania dos Portos, capitão de fragatas Lúcio Marques.
Entre as principais irregularidades encontradas durante as fiscalizações estão a falta do uso de coletes salva vidas e a navegação de embarcações sem inscrição na Capitania dos Portos. “Estamos levando esse trabalho para os 29 municípios que compõem a nossa jurisdição, desde Altamira, no Pará, até Oiapoque, no Amapá. É importante que o ribeirinho faça essa inscrição e siga as normas de segurança. Além de orientar e realizar essa inscrição dos barcos, estamos realizando o serviço de cobertura dos eixos das embarcações. O objetivo é zerar as ocorrências de escalpelamento registradas, ainda, na Amazônia”, concluiu.
As ações compõem a Operação Verão, iniciada em 15 de dezembro de 2014, e que prossegue até 16 de março. A ação da Capitania dos Portos seguirá para outros municípios do Pará e Amapá com o objetivo de sanear a demanda reprimida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cursos da Marinha em Ferreira Gomes ganham apoio popular

HOJE A MARINHA FEZ INSPEÇÃO NOS BARCOS DOS FERREIRENSES 
06/02/15. ORIENTOU AOS NAVEGANTES COMO LEGALIZAR SEUS BARCOS. TAMBÉM FEZ INSTALAÇÕES DE PROTEÇÃO NOS MOTORES DOS BARCOS DE CENTRO.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dilma surpreende e pula mais antigos ao escolher comandantes do Exército e da Marinha

Novos-comandantes-Forças-Armadas-Villas-Boas-Leal-Ferreira-Rossatto-fotos-via-G1
Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval
A presidenta Dilma Roussef surpreendeu positivamente o meio militar ao escolher oficiais-generais para o comando do Exército e da Marinha que, apesar de possuírem sólida reputação profissional, não eram os mais antigos – e, portanto, os favoritos – nas suas corporações. Seus nomes devem aparecer na edição de amanhã, quinta (8/1), do Diário Oficial.
Para a Força Terrestre a chefe suprema das Forças Armadas fixou-se no atual Comandante de Operações Terrestres, general de exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, de 63 anos. Ele era apenas a terceira opção pelo critério da antiguidade, e ganhou a oportunidade de liderar sua Instituição por causa do conceito sólido que firmou, no início da década de 2010, à frente do Comando Militar da Amazônia.
A Marinha ficou para o atual comandante da Escola Superior de Guerra, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, nome que era da predileção do ex-ministro da Defesa Celso Amorim, do ex-ministro da Marinha, almirante (reformado) Alfredo Karam, e de vários diplomatas do Ministério das Relações Exteriores.
Na lista apresentada à Dilma, Leal Ferreira era o segundo mais antigo, depois do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Wilson Barbosa Guerra, que aceitou ser indicado para a vaga que a Marinha terá, em março, no Superior Tribunal Militar.
O atual comandante da Marinha, almirante Moura Neto, pretendia que o seu sucessor fosse escolhido pelo critério da antiguidade, mas por volta das 18h de hoje (quarta, 7/1) telefonou para Karam e comunicou: “seu amigo foi o escolhido”.
Leal Ferreira e Karam são vizinhos, no bairro carioca da Barra da Tijuca. Eles são tão íntimos que Karam, de 89 anos – o decano dos submarinistas brasileiros –, chama Leal Ferreira de “meu sobrinho”.
A sucessão do brigadeiro Juniti Saito, da Força Aérea, está entre dois oficiais que o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma conhecem pessoalmente: o chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, e o brigadeiro Joseli Parente Camelo, que trabalha no Palácio do Planalto como Secretário de Coordenação e Acompanhamento de Assuntos Militares do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Exército - Gaúcho de Cruz Alta, Villas Bôas serviu por vários anos na Amazônia – primeiro como comandante de um batalhão de Infantaria, e depois como titular do próprio Comando Militar da Amazônia. Ele tem fama de ser um oficial franco e objetivo, que expõe os problemas do trabalho com clareza e praticidade.
Além das experiências nas selvas do Norte do país, o general Villas Bôas teve a chance de, na condição de assistente do Adido Militar brasileiro na China, conhecer de perto as numerosas e bem equipadas Forças Armadas chinesas; e também de lidar com os políticos de Brasília, já que serviu na Assessoria Parlamentar do Exército no Congresso.
À frente da Força Terrestre ele será confrontado com os integrantes da Comissão Nacional da Verdade, que exigem a revogação da Lei de Anistia para a responsabilização criminal de oficiais e subalternos responsáveis por violações dos direitos humanos à época do Regime Militar.
Outro desafio será manter a implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), em meio aos cortes orçamentários já anunciados pela nova equipe econômica do governo. Também caberá a Villas Bôas continuar a transformação das brigadas de Infantaria Motorizada em unidades mecanizadas, a organização de Pelotões Especiais de Fronteiras na Região Norte e de uma brigada no Amapá, para guarnecer a fronteira com a Guiana Francesa.
Em termos de reaparelhamento, a grande notícia – veiculada com exclusividade, na última segunda-feira, pelo ForTe – Forças Terrestres – são as providências para a aquisição, pela Aviação do Exército, de uma dúzia de helicópteros de ataque.
Por meio dos chamados Requisitos Operacionais Básicos, os oficiais do Grupo de Ensaios e Avaliações do CAVEX (Comando de Aviação do Exército) chegaram a uma lista com três opções: os modelos europeus T129 Mangusta e Mi-28NE (russo), e o AH-1Z americano – uma evolução do festejado Super Cobra.
A fase dos Requisitos Operacionais Básicos precede as depurações do processo de seleção, que serão feitas por intermédio dos Requisitos Técnicos, Logísticos e Industriais (RTLI) e do conhecido “Request for Proposal” – pedido de proposta oficial aos fabricantes das aeronaves.
Essa solicitação deverá enfatizar a necessidade de transferências de tecnologias, de linhas de montagem – total ou parcial – em território nacional e de simuladores modernos.
Segundo o ForTe apurou, a qualidade e funcionalidade dos simuladores será um dos fatores decisivos na escolha do novo helicóptero de combate do Exército.
Marinha – A tarefa do almirante Leal Ferreira à frente da Marinha não será fácil.
O componente mais pesado da Frota de Superfície – formado por fragatas de origem britânica – está envelhecido, e a presidenta Dilma vem evitando escolher um dos sete estaleiros estrangeiros que, no âmbito do PROSUPER (Programa de Obtenção de Meios de Superfície), oferecem projetos de fragatas multifunção para serem construídas em território nacional.
O problema, como sempre, são os recursos.
Uma das possibilidades é que o novo ministro da Defesa, Jaques Wagner, obtenha da presidenta uma definição sobre o vencedor do PROSUPER, sem que isso gere gastos significativos para a União nos exercícios fiscais de 2015 e 2016.
Leal Ferreira também precisará demonstrar habilidade para tratar do caso da extensa modernização prevista para acontecer, nos próximos quatro anos, no porta-aviões “São Paulo”.
O tema é caro ao almirante Moura Neto, mas Leal Ferreira diverge da conveniência de autorizar o investimento de várias centenas de milhões de dólares nesse planejamento, já que a Esquadra se ressente fortemente da falta de sobressalentes e de suprimentos.
Nas últimas horas, o Comando da Marinha preparou um esforço de comunicação junto aos públicos interno e externo, para provar que a corporação tem sim condições de investir na renovação dos seus meios, enquanto realiza a demorada remodelação do “São Paulo”.
A injeção de recursos no programa de submarinos convencionais classe “Humaitá” – projeto em conjunto com a DCNS francesa – deve ser mantida, ainda que possam ocorrer alguns atrasos em pagamentos. O programa do submarino nuclear “Álvaro Alberto” não exigirá, nos próximos dois anos, gastos importantes.
Força Aérea - Nos próximos quatro anos caberá ao novo comandante da Aeronáutica – brigadeiro Rossato – conduzir a modernização da frota da FAB.
Entre os pontos-chave dessa renovação está o recebimento, pelas unidades aéreas, dos primeiros jatos cargueiros Embraer KC-390 e dos caças Gripen C – que chegarão à Base Aérea de Anápolis (GO) no segundo semestre de 2016. Essas aeronaves virão por empréstimo, procedentes dos estoques da Força Aérea da Suécia, numa versão ainda menos sofisticada que a NG, adquirida pelo Brasil por meio do Programa FX-2.
Dois desafios aguardam o novo chefe da aviação militar brasileira: conduzir a concorrência que dotará a FAB de um novo jato de treinamento de pilotos de combate – embate que deve reunir o modelo italiano Aermacchi M-346 e o russo Yakovlev YAK-130 –, e dar um novo rumo ao programa nacional de desenvolvimento de foguetes espaciais.
A pesquisa e construção do chamado Veículo Lançador de Satélites concentrou esforços da FAB e do Ministério da Ciência e Tecnologia nas décadas de 1980 e 1990. Entretanto, durante o segundo mandato do presidente Lula e na primeira gestão de Dilma Roussef elas perderam prioridade, recursos, e vários dos prazos estabelecidos para novos lançamentos a partir do território nacional.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Recordista Mundial de Natação é incorporada à Marinha do Brasil

Cerimônia de Incorporação à Marinha do Brasil
No dia 15 de dezembro, a nadadora Etiene Pires de Medeiros foi incorporada à Marinha do Brasil, em uma cerimônia de conclusão da primeira fase do Estágio de Habilitação para Praças, presidida pelo Comandante do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), Contra-Almirante (FN) Luiz Artur Rodrigues Nunes.
 
A solenidade incorporou a campeã dos 50 metros costas no Mundial de Natação em piscina curta, em Doha, no Catar. A nadadora além de conquistar o título mundial inédito para o Brasil bateu também o recorde mundial da prova.
 
Em 2014, Etiene já havia batido três recordes sul-americanos: 100 metros costas, 50 metros costas e 50 metros livres. A Sargento, de apenas 23 anos, conquistou as principais competições disputadas esse ano, sagrando-se campeã brasileira dos 100 metros costas, do Troféu Maria Lenk, e a terceira colocada dos 50 metros costas, na Copa do Mundo de Natação, em Tóquio, no Japão.
 
Etiene Medeiros finaliza o ano de 2014 como uma das grandes promessas do Brasil, para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 

Navio-Auxiliar “Pará” realiza doação de brinquedos em comunidades ribeirinhas

Militares da Marinha do Brasil com os brinquedos a serem doados
No dia 12 de dezembro, o Navio-Auxiliar “Pará”, unidade componente da Comissão “MARINHEX/SEMANA DA MARINHA”, realizou uma doação de brinquedos às crianças ribeirinhas, nas proximidades da cidade de Breves (PA). A iniciativa faz parte das comemorações por ocasião do Dia do Marinheiro, celebrado no dia 13 de dezembro, na área do Comando do 4° Distrito Naval.
A entrega dos donativos foi realizada pelos tripulantes e por 125 alunos do Centro de Instrução Almirante Bráz de Aguiar, os quais participaram de um estágio a bordo do navio, no período de 11 a 18, visando acompanhar as atividades realizadas por um meio da Marinha do Brasil, contribuindo para sua formação profissional.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dilma anuncia nomes dos novos comandantes das Forças Armadas

  • Agência Força Aérea/ESG/Joel Rosa/Em Tempo
    O brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, na Aeronáutica (à esquerda.); o general Eduardo Villas Bôas, no Exército (centro); e o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, na Marinha (à direita), são os novos comandantes das Forças Armadas
    O brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, na Aeronáutica (à esquerda.); o general Eduardo Villas Bôas, no Exército (centro); e o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, na Marinha (à direita), são os novos comandantes das Forças Armadas
A presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou, nesta quarta-feira (7), os nomes dos novos comandantes das Forças Armadas. No Exército, sai o general Enzo Peri para a chegada do general Eduardo Villas Bôas. Na Aeronáutica, sai o tenente-brigadeiro Juniti Saito para a entrada do brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. Na Marinha, o almirante Julio Soares de Moura Neto deixa o cargo para a chegada do almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira.
Em nota, a presidente Dilma "agradeceu a competência e dedicação dos ex-comandantes". Os três  estavam no comando das Forças Armadas desde o último governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010).
A mudança de comando acontece pouco menos de um mês depois da divulgação do relatório final da CNV (Comissão Nacional da Verdade) ser divulgado e apontar 377 pessoas (entre elas, dezenas de militares) como responsáveis por graves violações de direitos humanos durante a ditadura militar. Pelo menos um terço dos nomes indicados pela CNV ainda está vivo.
A divulgação do relatório causou forte reação entre os militares.
Além da reação velada dos chefes militares, a presidente Dilma teve de enfrentar a resistência pública de parte dos militares em relação ao relatório final da CNV.
As tensões com os militares marcaram o trabalho de quase dois anos da CNV. O coordenador da comissão, Pedro Dallari, condenou o comportamento das Forças Armadas durante as investigações feitas pela entidade.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Marinha da Indonésia confirma localização de avião desaparecido no mar

Partes da aeronave estavam a cerca de 10 quilômetros do último contato.
Corpos foram retirados; avião militar achou sombra que pode ser avião.

Do G1, em São Paulo
Imagem área mostra o que podem ser os detroços da aeronave da AirAsia (Foto: BAY ISMOYO/AFP)Imagem áerea mostra o que podem ser os detroços da aeronave da AirAsia (Foto: BAY ISMOYO/AFP)
As autoridades da Indonésia confirmaram nesta terça-feira (30) que os destroços encontrados por um pescador no Mar de Java são do voo QZ-8501 da AirAsia, desaparecido desde o último domingo (28) no horário local, noite de sábado (27) no Brasil. O Airbus A-320-200 levava 162 pessoas de Surabaia, na Indonésia, para Cingapura.
29/12 - arte airasia  (Foto: Arte/G1)
A Agência Nacional de Buscas e Resgate do país (Basarnas) afirmou que os pedaços da porta e de uma rampa de emergência da aeronave estavam a cerca de 10 quilômetros da última posição registrada pelos radares.
Cerca de 30 navios e 21 aviões de Indonésia, Austrália, Malásia, Cingapura, Coreia do Sul e Estados Unidos estão envolvidos nas buscas.
Três corpos foram recuperados até agora, segundo Bambang Soelistyo, diretor da agência. Os corpos de duas mulheres e um homem foram levados para o navio de guerra Bung Tomo, que participa do resgate, de acordo com informações da France Presse.
Mais cedo, um porta-voz da marinha indonésia chegou a informar que 40 corpos já haviam sido recuperados do mar. Ele afirmou posteriormente que se tratou de um mal entendido com sua equipe.
O mau tempo atrapalha os trabalhos de resgate.
Além disso, um avião militar detectou uma “sombra” no fundo do oceano, que pode corresponder ao avião desaparecido. “Um Hércules da Força Aérea achou um objeto descrito como uma sombra no fundo do mar com a forma de um avião”, disse Bambang Soelistyo, chede da Basarnas.
O Ministério das Comunicações da Indonésia (Kemenhub) afirmou que o logotipo da companhia asiática foi identificado em alguns dos objetos localizados no mar, conforme o jornal local "Detik".
As partes do avião estão no estreito de Karimata, que separa as ilhas de Bornéu e Belitung, próximo de uma base aérea que serviu como ponto de decolagem para os aviões que participam da operação internacional de busca e resgate.
30/12 - Comandante indonésio apresenta objetos retirados do mar que pertenciam ao voo 8501 da AirAsia, como uma mala azul e o que parece ser um tanque de oxigênio, na base aérea de Pangkalan Bun (Foto: Dewi Nurcahyani/AP)30/12 - Comandante indonésio apresenta objetos retirados do mar que pertenciam ao voo 8501 da AirAsia, como uma mala azul e o que parece ser um tanque de oxigênio, na base aérea de Pangkalan Bun (Foto: Dewi Nurcahyani/AP)
Fotos de corpos flutuando no mar foram transmitidas pela televisão e parentes de passageiros reunidos em um centro de crise em Surabaya choravam com as mãos na cabeça. Segundo um repórter da Reuters, algumas pessoas entraram em colapso em meio ao choro e foram socorridas.
"Vocês têm de ser fortes", disse a prefeita de Surabaya, Tri Rismaharini, ao confortar familiares das vítimas. "Eles não são nossos, eles pertencem a Deus."
Parentes de passageiros do avião da AirAsia que caiu no mar choram no aeroporto de Juanda, em Surabaya, na Indonésia, ao receberem a notícia da localização dos destroços da aeronave nesta terça-feira (30) (Foto: Manan Vatsyayana/AFP)Parentes de passageiros do avião da AirAsia que caiu no mar choram no aeroporto de Juanda, em Surabaya, na Indonésia, ao receberem a notícia da localização dos destroços da aeronave nesta terça-feira (30) (Foto: Manan Vatsyayana/AFP)
A confirmação ocorreu horas depois de as autoridades divulgarem que um pescador tinha encontrado vários objetos no Mar de Java. Helicópteros e navios foram enviados ao local para recuperá-los e determinar sua procedência.
Equipe de resgate desce ao mar para recuperar corpo de vítima da queda do avião da AirAsia (Foto: TV ONE via Reuters TV/Reuters)Equipe de resgate desce ao mar para recuperar
corpo de vítima da queda do avião da AirAsia (Foto:
TV ONE via Reuters TV/Reuters)
O CEO da AirAsia, Tony Fernandes, escreveu no Twitter que “meu coração está cheio de tristeza por todas as famílias envolvidas no QZ 8501. Em nome da AirAsia, minhas condolências a todos. Palavras não podem expressar o quanto estou triste”. A mensagem foi publicada após a localização dos destroços.
A fabricante de aviões Airbus disse nesta terça que irá trabalhar com investigadores para ajudar a identificar a causa da queda.
"A Airbus foi informada pelas autoridades indonésias que o local do acidente do voo QZ8501 foi localizado", disse a empresa em um comunicado.
"Com a segurança como sua principal preocupação, a Airbus reafirma o seu compromisso total para fornecer toda a assistência técnica necessária às autoridades de investigação a fim de estabelecer a causa deste trágico acidente."
Desaparecimento
O voo QZ-8501 da AirAsia saiu de Surabaia, na Indonésia, com destino a Cingapura, onde pousaria duas horas depois, segundo a previsão da companhia.
O contato com a aeronave foi perdido na manhã de domingo cerca de 40 minutos após a decolagem, depois que a tripulação pediu uma mudança do plano de vôo devido a uma tempestade.
Antes da descolagem, o piloto havia pedido permissão para voar em uma altitude superior para evitar a tempestade, mas o seu pedido não foi aprovado devido ao tráfego pesado na popular rota, de acordo com a AirNav, o serviço de navegação aérea da Indonésia.
Na sua comunicação final, o piloto pediu para alterar o seu curso e reiterou o seu pedido original para subir e evitar o mau tempo.
"O piloto pediu para os controladores de tráfego aéreo para se desviar para o lado esquerdo, devido ao mau tempo, o que foi aprovado imediatamente", declarou o diretor de segurança da AirNav, Wisnu Darjono, à AFP
"Depois de alguns segundos, o piloto pediu para subir de 32.000 para 38.000 pés, mas seu pedido não pôde ser imediatamente aprovado porque alguns aviões estavam voando acima dele naquele momento", explicou.
Essa foi a última comunicação com o vôo.
"Dois ou três minutos depois, quando o controlador estava dando uma autorização para o nível de 34.000 pés, o avião não deu nenhuma resposta", disse Darjono.
Estavam a bordo 155 passageiros e outros sete integrantes da tripulação. Entre eles há 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês, um malaio e um cingapuriano.
Equipes de busca da Força Aérea da Indonésia procuram o avião da AirAsia que caiu neste domingo (28); destroços foram encontrados a 10 km do último ponto de contato da aeronave (Foto: Bay Ismoyo/AFP)Equipes de busca da Força Aérea da Indonésia procuram o avião da AirAsia que caiu neste domingo (28); destroços foram encontrados a 10 km do último ponto de contato da aeronave (Foto: Bay Ismoyo/AFP)